As brincadeiras que Michael provocava no estúdio


''Michael Jackson era conhecido por suas pegadinhas. Quase sempre que dou uma entrevista ou participo de um evento ao vivo, o assunto das pegadinhas surge. Mais frequentemente me vêm à mente imagens de Michael jogando uma torta na cara de John Hughes. Ou levando uma bolada na cabeça em Neverland durante uma caça aos ovos de Páscoa. 

"Qual foi a pegadinha mais louca que Michael já fez com você?", perguntou um dos meus convidados em Zurique alguns dias atrás. A verdade é que nunca me jogaram uma torta na cara ou colocaram um balde de chocolate precariamente equilibrado em uma porta que eu estava prestes a atravessar. Sim, claro que levei minha cota de balões de água em Neverland, jogados por Michael, ou talvez um jato de água de uma pistola de água, o que até foi bem-vindo em um dia quente trabalhando sob o sol. Mas essas não são as mais memoráveis. Tentei explicar isso para o grupo em Zurique e não tenho certeza se consegui, então vou tentar novamente por escrito. Fiquem comigo só um minutinho. 

Vocês se lembram de quando estavam no ensino fundamental e talvez tivessem um amigo que vocês conseguiam fazer rir de quase tudo? Bastava cutucar a lateral do nariz dele com a borracha de um lápis e era como se fosse comédia de primeira. Depois, vocês cresceram um pouco e entraram no ensino médio e na faculdade, e talvez o humor de vocês tenha ficado um pouco mais ácido, incisivo ou impróprio para menores? Sou o primeiro a admitir que meu humor pode ser, e já foi, mais abrasivo do que eu gostaria de admitir. 

Isso não parecia acontecer com o Michael. Eu nunca o ouvi contar piadas sujas ou zombar das pessoas pelas costas. Isso não quer dizer que ele não risse de uma piada de mau gosto, e não faltavam piadas assim nos estúdios, mas não era bem o estilo dele. Trabalhar de perto com o Michael e conquistar a confiança dele ao longo do tempo, meio que trouxe de volta aquelas lembranças das amizades do ensino fundamental, da melhor maneira possível.


Tínhamos umas latinhas de pastilhas refrescantes no estúdio, chamadas Altoids. Se eu e Michael estivéssemos sentados no console, eu pegava uma Altoid e colocava num fader na frente dele sem dizer nada. Aí ele pegava uma da latinha e colocava num fader na minha frente. Depois de uns 3 ou 4 faders, ele geralmente começava a rir e a gente deixava as pastilhas lá pelo resto do dia. 

Outra vez, estávamos gravando um coral infantil em NewYork para o álbum HIStory, e eu estava filmando a gravação. O Michael estava na sala, mas um pouco mais atrás, ouvindo o coral nos fones de ouvido e dando instruções quando necessário. Enquanto eu filmava, apontei a câmera para ele e ele fez uma careta engraçada e mostrou a língua para mim. É um momento muito bobo que ficou gravado na minha memória, não tanto por ser o Michael Jackson, mas sim por ser um amigo que eu sabia que acharia engraçado e não o julgaria por ser adulto, mas agiria quase como uma criança do ensino fundamental. 

Então, a resposta é 'não'', eu ''não'' levei uma torta na cara, o que Michael jamais faria em um estúdio de gravação. Mas vivi momentos incontáveis ​​com balas Altoids nos faders, jujubas balançando pela sala, balões de água no rancho e risadas sem fim. E não era só eu; quase todos que trabalharam por muito tempo com Michael lembranças têm semelhanças. 

O pobre Bill Bray costumava vir ao estúdio e, às vezes, tirava os sapatos para cochilar no sofá, e Michael escondia os sapatos dele em algum lugar do estúdio e a coisa mais engraçada do mundo ver Bill tentando encontrá-los. Não se encontra muitos amigos assim na vida adulta, mas sou grato por, durante quase duas décadas, se eu levasse uma bala Altoid na cabeça, eu praticamente sabia quem era o responsável."

Por Brad Sundberg (profissional em sistemas de som)

Fonte: InthestudiowithMj


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