Existia um produto à venda nas lojas chamado aquecedor de quartzo, e por algum motivo, eles pareciam ser bastante populares na região central da Califórnia. Até me lembro de comerciais de TV que anunciavam a capacidade desses aquecedores de aquecer objetos no ambiente sem aquecer o ar. Eles eram verticais e, pelo que me lembro, tinham cerca de 69 centímetros de comprimento, feitos de um bloco de quartzo que brilhava em um laranja intenso e emitia uma quantidade absurda de calor sem fazer nenhum barulho.
Avançando para 1989 ou 1990, eu estava trabalhando com Michael e a equipe em um álbum chamado Decade, que mais tarde seria intitulado Dangerous. A maior parte do trabalho em Decade foi feita no Record One Studios em Sherman Oaks, um subúrbio de Los Angeles. Nessa época, eu já fazia parte integral da equipe, cuidando de algumas das tarefas de engenharia, além do título que Bruce Swedien me deu de "Diretor Técnico", o que basicamente significa que desempenhei diversas funções ao longo do projeto.
Os estúdios de gravação costumam ser muito frios, pois o ar fresco e seco é muito melhor para os equipamentos e fitas; e, na verdade, até mesmo para os engenheiros, que precisam ficar acordados e alertas durante as longas horas. Mas havia um membro importante da produção que não gostava do frio, e seu nome era Michael. Ele quase sempre aparecia de calça de veludo cotelê, mangas compridas e, frequentemente, um casaco pesado.
Os estúdios de gravação costumam ser muito frios, pois o ar fresco e seco é muito melhor para os equipamentos e fitas; e, na verdade, até mesmo para os engenheiros, que precisam ficar acordados e alertas durante as longas horas. Mas havia um membro importante da produção que não gostava do frio, e seu nome era Michael. Ele quase sempre aparecia de calça de veludo cotelê, mangas compridas e, frequentemente, um casaco pesado.
O problema era que ele não conseguia cantar usando um casaco grande, e era sempre uma luta encontrar a temperatura certa para ele no estúdio, mantendo o ambiente fresco o suficiente para os equipamentos. Lembro-me de que tentávamos trazer aquecedores portáteis para ele, mas eles sempre tinham ventiladores ou faziam barulhos estranhos, o que, obviamente, os tornava praticamente inúteis em um ambiente de gravação.
Perguntei se podia comprar o aquecedor dela, mas ela respondeu imediatamente: "Pode levar, posso contar para todos os meus amigos que doei um aquecedor para o Michael Jackson!"
Perguntei se podia comprar o aquecedor dela, mas ela respondeu imediatamente: "Pode levar, posso contar para todos os meus amigos que doei um aquecedor para o Michael Jackson!"
Então foi o que eu fiz. Levei o aquecedor para o estúdio no dia seguinte e o coloquei no pedestal da bateria, onde o Michael ia cantar. Eu já tinha posicionado o microfone e preparado água quente para ele beber durante a gravação. Fiquei muito animado quando ele chegou ao estúdio e pude ligar o aquecedor Silent Chords e deixá-lo experimentá-lo pela primeira vez. Ele adorou!
Contei a história para Michael e ele achou tudo muito bonito e ficou extremamente grato. Ao longo da produção do álbum Dangerous, continuamos usando o aquecedor sempre que ele gravava vocais, e o Michael realmente gostava e apreciava muito. Michael autografou uma foto para a minha sogra, Gladys, e eu e a Deb ficamos com o aquecedor depois do projeto.
Posso estar enganado, mas acho que acabei levando o aquecedor comigo para NewYork para Michael usar durante o projeto HIStory. Às vezes vejo artigos ou comentários sarcásticos de pessoas que acham que fazer os álbuns do Michael era tão simples quanto apertar um botão em algum computador secreto de música, quando na verdade, era um trabalho de um grupo de pessoas muito talentosas e maravilhosas que se uniram no lugar certo, na hora certa, com as ferramentas certas para dar ao Michael uma tela em branco para trabalhar.
Uma dessas ferramentas, acredite ou não, era um aquecedor de quartzo que ganhei de uma mulher muito modesta e maravilhosa, de quem eu tinha muito orgulho de ser sogra. Mantenham-se aquecidos!"
Por Brad Sundberg (profissional em sistemas de som)


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