Remember The Time: Protecting Michael Jackson


Tanner Colby [co-autor do livro] ''Com a virada do século, a popularidade de Jackson havia diminuído um pouco. Quando seu último álbum Invincible foi lançado em 2001, muitos o consideraram um fracasso comercial em relação a seus trabalhos anteriores. Ainda assim, vendeu 11 milhões de cópias em todo o mundo, mais do que a maioria dos artistas poderia sonhar.

Mesmo quando os ouvintes casuais tinham ido embora, Jackson ainda tinha uma base de fãs apaixonados. Especialmente fora dos Estados Unidos, onde as acusações foram feitas contra ele e muito menos credibilidade nos meios populares lhes foram dadas.

Na verdade, quanto mais Jackson era atacado pelos tablóides, mais dedicada se tornava a sua comunidade de fãs; a lealdade ao cantor dando a face à adversidade tornou-se o seu próprio distintivo de honra.

Milhões de ouvintes em dezenas de países formaram uma elaborada rede de clubes e grupos, publicação com boletins de informações, comércio de memorabilia. Foram os maiores defensores de Jackson, não importando o país, onde quer que fosse.

E durante seu julgamento em 2005, centenas deles se reuniram para fazer vigília em frente ao tribunal, incentivando cada um em suas idas e vindas e orando por sua absolvição.

O que tornou único esse fenômeno da base de fãs de Jackson, não foi apenas sua devoção a ele, mas que a devoção era mútua. Por mais que o cantor passasse a desprezar a prisão à qual a fama lhe obrigara, nunca perdeu seu amor pelas pessoas que o tornara famoso.

Os fãs de Jackson, acredite - não foram os executivos de gravadoras e promotores de shows - foram eles [os fãs] os responsáveis ​​por seu sucesso.

Ele se sentiu pessoalmente grato a todos e a cada um. Sua lealdade inabalável era algo que o cantor raramente tinha experimentado em sua vida privada. E porque os seus fãs nunca perderam a fé nele, Michael Jackson nunca se esqueceu deles.''

Bill: ''Para o primeiro par de semanas, tudo estava quieto. Em seguida, os carros começaram a chegar. Alguns poderiam persistir, parar e olhar, e depois iriam embora. Havia um carro, um carro vermelho que ficava estacionado na rua em frente da casa e ali ficava. Olhávamos através das câmeras de segurança. Acontecia pelo menos algumas vezes por semana. Às vezes, diariamente.

Finalmente eu tive uma visão do motorista. Ela era uma mulher, pequena, com cabelos castanhos claros. ela saiu do carro e foi andando. Eu tinha ouvido falar sobre o tipo de fãs que eram atraídos por Michael Jackson. Ela estava apaixonada por ele. Do ponto de vista da segurança, a percepção era de uma ameça, no início.

Quando você vê um carro estacionado do lado de fora, não sei se é apenas um fã ou alguém pior, uma tocaia, alguém que seja completamente insano. Eu nunca tinha visto essa pessoa antes, então uma tarde fui até o carro e falei com ela. Ela era da Califórnia. Ela disse que não morava longe de Neverland. Ele disse que conhecia Michael e ela era sua amiga.

Eu disse, "Então você é a única que fica aqui?"

Ela disse, "Tudo bem. Ele sabe."

Toda vez que nós estávamos saindo, aquela garota saía do carro e se levantava para ser vista, na esperança de que ele iria notá-la. Normalmente éramos somente Javon e eu no carro e não parávamos. A primeira vez que saímos de casa com Sr. Jackson na parte de trás, ela saiu do carro e eu disse,''É aquela garota de novo".

Sr. Jackson olhou e disse, "Quem?"

Eu disse, "Essa garota ali mesmo."

Ele disse, "Oh, sim. Eu a conheço. Devagar."

Nós paramos, ele desceu a janela e tiveram uma conversa como se fossem velhos amigos.

"Como estão as crianças?" "Está gostando de Las Vegas?" "Você vai ficar aqui muito tempo?" falavam - eu não senti que ela era um perseguidora. Era somente uma fã verdadeira e dedicada.

A conversa parecia inocente, amigável e de confiança. Um pouco coquete, para ser honesto. Eles só falaram. Chegou a um ponto que eu tinha que lembrar, "Senhor, temos que ir."

Ele disse a ela que voltaríamos depois e que a veria, como se dissesse ''até logo'' a um bom amigo. Quando estávamos indo embora, ele disse, "Sim, ela vai para onde quer que eu vá''.

Extraído do livro Remember The Time: Protecting Michael Jackson in His Finals Days escrito por Bill Whitfield e Javon Beard - ex-guarda-costas de Michael Jackson.

Fonte: http://mjhideout.com

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