The King of Style: Dressing Michael Jackson (22)


Está viva! 

''As imagens de Billie Jean e Thriller eram intocáveis. Haviam se tornado tão icônicas que os fãs teriam se decepcionado se tivéssemos mexido nelas. Portanto, o desafio era se manter fiel à silhueta com uma jaqueta que era indiscutivelmente Thriller e simultaneamente, criar algo diferente da primeira versão.

"Bush, se minha jaqueta Thriller pudesse se iluminar, seria o máximo!''

Então, Dennis e eu fomos para a casa dele Hayvenhurst em Encino, onde Michael vivia na época, para tomar as medidas.

Era a primeira jaqueta completa que fazíamos para ele e precisávamos tomar bem as medidas. Ao passar a fita métrica em torno de Michael, ele me perguntou, "Você tem certeza de que pode fazer com que esta jaqueta se ilumine?"

"Nós vamos conseguir", eu assegurei a ele.

Não tínhamos escolha. Michael não entendia a palavra "não". Fomos para casa com as medidas originais de Michael e com a jaqueta Thriller feita por Marc Laurent, a fim de desenhar os seus padrões e com nossos corações na garganta.

Entramos correndo em nosso estúdio e Dennis começou a fazer os esboços imediatamente. Ele traçou o V chegando até os ombros e se perguntou o que aconteceria se o V se iluminasse. Com todas as luzes no palco e as luzes negras do V também, como poderia se visualizar o vermelho da jaqueta? Não seria possível.

A única maneira de se destacar o vermelho era conseguindo que captasse a luz, por isso tive de cobri-lo com miçangas. Depois de fazermos o teste padrão, precisávamos de um molde e o fizemos em acrílico.

Foram necessários três engenheiros para colocar a fiação e que pudesse ser acesa por um computador, a fim de que funcionasse por controle remoto - porque de nenhuma forma seria Michael a acender a sua jaqueta. Isso não seria magia.



[Sobre a jaqueta foram anexadas 11.000 lâmpadas que brilhavam durante a performance, pulsando com a batida da música.]



No final, a jaqueta pesava 7,700 kg, incluindo a iluminação interna. Quando terminamos, nós a levamos para Pensacola, Flórida, onde Michael estava ensaiando antes da segunda parte de sua turnê Bad na América.

Ele não a experimentou no camarim, por isso, a primeira vez que a vimos funcionar foi no palco, em meio ao seu ensaio. O diretor de efeitos especiais pegou o controle remoto e Michael permaneceu de pé, com os braços acima da cabeça, enquanto ela se iluminava.

"Hurt me!" [Me faça sofrer!], ele exclamou, que em sua linguagem significava que ele estava exultante.

Durante o segundo ensaio naquele dia, Michael queria ver uma visão completa da jaqueta iluminada, por isso, colocaram um espelho na frente do palco.

Assistir o show do jeito que o público iria vê-lo, levou a outra onda de "Hurt me! Hurt me!", acompanhada de Michael socando o ar. Para ele, esta era a jaqueta definitiva em sua vida.''

Por Michael Bush (estilista de Michael Jackson)
Extraído do livro The King of Style: Dressing Michael Jackson

Fonte: MJHideout

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