Depoimento de Lorenzo Cherubini


"Meio da tarde. Nós estamos tomando um chá japonês, comendo um bolo de nozes no café da livraria. Minha esposa olha para o rádio portátil e me diz, surpresa... "Morreu Michael Jackson". A imagem estática, o tempo congela daquela maneira quando chegam notícias assim.

Calafrios. Morreu Michael Jackson, a notícia mais maluca do mundo e a mais normal. Ninguém, ele em primeiro, poderia imaginar Michael Jackson como um idoso. ''Desculpe'': o meu primeiro pensamento foi " desculpe", o segundo foi "sinto muito". o terceiro "que música louca ele fazia!".

É uma tristeza vazia e silenciosa: Quando morre um músico o silêncio é fortíssimo. A morte de um dançarino faz parecer o mundo parar. Consta que se [o deus hindu] Shiva morresse, o Universo se acabaria...

Nós saímos para a rua e passamos a ouvir pronunciarem "Michael Jackson" com várias cadências, vozes de todos os tipos e de todas as idades. A Washington Square, depois de menos de uma hora, já abrigava rapazes com os rádios portáteis tocando a sua música em volta da fonte.

''Morreu Michael Jackson'', continuávamos a repetir, olhando no vazio.

Para mim, Thriller é a faixa perfeita. Para mim, é claro: Porque é a minha juventude. Os anos oitenta - esse tipo de individualismo que dança, não sei se consigo explicar - começam com Wanna Be Startin' Somethin'... era o que eu queria ouvir aos 14 anos [...] Um corpo tão leve, uma voz perfeita: não morre uma coisa feita de ar, de puro movimento."

Lorenzo Cherubini
em 27 de junho de 2009.
*Cantor, compositor e escritor italiano.


Fonte: O site oficial do artista

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