8 de fevereiro de 2011

O incidente entre Michael Jackson e Caroline Kennedy


Quando jovem, Michael chegou a sair com Caroline Kennedy (ela aparece na fotografia ao lado). Um dia, ele quis beijá-la. Mas ela não deixou, dizendo que sua mãe (Jacqueline Kennedy – a quem Michael tanto admirava e desejava conhecer) ficaria muito brava se soubesse que ela havia beijado um rapaz negro.

Claro que isso deixou Michael triste. Ele até chorou por isso. Mas não desistiu de conhecer sua mãe Jacqueline. O fato dela supostamente ser racista não o fez perder a admiração que tinha por ela.

Um dia, ele a conheceu. E quando já tinha alguma intimidade com ela, contou sobre o episódio acontecido com sua filha Caroline. Jacqueline ficou muito brava com a filha e respondeu que jamais diria algo assim. Enfim... Michael descobriu então, que racista era a filha e não a mãe.

Esse episódio mostra muito de quem Michael era. Mesmo machucado, mesmo ouvindo algo tão cruel por causa da cor da pele, ele não respondeu com raiva. Ele escolheu conversar, entender, e dar a chance de ouvir o outro lado. Talvez por isso ele tenha se tornado tão grande: não deixava que a dor do preconceito apagasse a curiosidade e a empatia que ele tinha pelas pessoas.

No fim, Michael saiu dessa história com duas certezas: que não podia generalizar as pessoas por causa de um erro, e que sua admiração por Jacqueline continuava intacta. Ele aprendeu cedo que o mundo era cheio de julgamentos, mas também aprendeu que o diálogo podia quebrar barreiras. E foi assim, colecionando lições e transformando dor em arte, que ele seguiu espalhando sua mensagem de união para o mundo inteiro.  🏳️







Material de acervo | Curadoria: Cartas para Michael © 2011. Proibida reprodução sem crédito.