Anthony Marinelli, um premiado compositor | Produtor | Sintetista, conta sobre a presença do Michael Jackson no estúdio e a respeito da conexão do Michael com a parte instrumental.
"Michael tinha uma visão de buscar o melhor em todos os aspectos da música. Tinha a ver com a música certa, em primeiro lugar. Todos os sons importavam para ele. O Michael sempre vinha no estúdio porque ele se interessava por todos os sintetizadores e nisso eu passei madrugadas com ele. Com o toca-discos e depois fazendo sons. Teve muitas noites e ele era um trabalhador muito dedicado, ele ficava aqui até muito tarde como ninguém.
Eu ia embora com Matt Forger e, às vezes, Michael era o único que ficava aqui. Ele colocava a agulha no vinil, com álbuns girando, tocando pra mim: Morris Day, Prince e até mesmo algumas gravações do Fred Astaire. Ele simplesmente captava uma sensação dessas gravações, tipo 'vocês fazem sons que me dão aquela sensação'.
Eu ia embora com Matt Forger e, às vezes, Michael era o único que ficava aqui. Ele colocava a agulha no vinil, com álbuns girando, tocando pra mim: Morris Day, Prince e até mesmo algumas gravações do Fred Astaire. Ele simplesmente captava uma sensação dessas gravações, tipo 'vocês fazem sons que me dão aquela sensação'.
Michael nem sempre sabia exatamente o que ele gostava, nem como a gente tinha que fazer o som. A gente estava lá para ajudar a encontrar, mas ele sabia a sensação que aqueles sons davam a ele. Então, em cada nível de fazer um disco ele se importava. Michael estava sempre se mexendo e dançando. Penso que ele sentia as músicas no corpo dele, por ser um dançarino, esse era o instrumento dele Michael não tocava realmente um instrumento, era mais sobre como aquilo passava pelo corpo dele... era muito detalhista, obviamente, sobre isso.
Para mim, se eu via ele meio que parar de se mexer, eu achava que ele não estava curtindo o que estava acontecendo. É contagiante porque te deixa energizado. Eu não me lembro de Michael sair cansado do estúdio."
Pesquisa, tradução e edição: Rosane M.
Curadoria: Cartas para Michael @ 2026. Proibida a reprodução sem crédito.
