Manashe: Nunca haverá outro Michael. Cada geração precisa daquela pessoa em sua geração para inspirá-la a se tornar quem ela quer ser. Antes de tudo, com Michael, não force a mágica, mergulhe nela, aproveite e deixe o mundo parar para absorver tudo.
Hoje estou com o lendário Michael Bush, engenheiro de figurinos de Michael Jackson por 25 anos, para falar sobre a vida e os segredos do guarda-roupa do Rei do Pop. Eu sou sua apresentadora Manashe, e espero que você aproveite esta conversa tanto quanto eu aproveitei fazer parte dela.
Manashe: O que você gostaria que as pessoas entendessem sobre Michael Jackson que costuma ser mal interpretado?
Michael Bush: A genialidade, a criação, especialmente na música e até mesmo na moda, nas roupas dele, e o desejo de ser um educador. Michael era um grande educador, queria ensinar as pessoas a compartilhar os dons que Deus lhes deu, como compartilhar isso com a comunidade, com o mundo. Ele era uma pessoa muito generosa. Ele fazia questão de que nós, ao seu redor, também pudéssemos doar para instituições de caridade, pudéssemos ajudar a levar o legado dele adiante no mundo.
Manashe: Você mora atualmente em Los Angeles. Como é diferente de Portsmouth, Ohio?
Michael Bush: Muito diferente. A cidade onde fui criado tinha cerca de 550 habitantes. Então, tinha essa quantidade de pessoas na minha frente na autoestrada hoje de manhã, vindo de Hollywood. Por outro lado, eu nunca teria feito o que fiz da minha vida se tivesse ficado em Portsmouth. É a clássica história do garoto do interior que chega longe.
Manashe: Isso é algo que notei no seu livro. Estou lendo no momento e estou gostando muito. Adoro seu estilo de escrita, muito imaginativo e descritivo. Quase me sinto aí com você. Uma das perguntas que eu queria muito fazer é: como o King of Style 2 difere da primeira edição?
Michael Bush: Bem, a primeira edição foi como tentar espremer 25, 30 anos da vida de Michael em tantas páginas. Então tivemos que editar muita coisa. O segundo, o King of Style 2, é mais aprofundado, com mais close nos detalhes das jaquetas, em vez de apenas uma jaqueta por página. Mostramos mais dos detalhes minuciosos que Michael exigia, aquela qualidade de museu dos figurinos que ele usava.
Manashe: O que mais gostei na primeira edição de King of Style é que você não mostrou apenas os figurinos icônicos, mas também os que não deram certo, como a jaqueta com luz estroboscópica ou a mini jaqueta que você precificou em dólar e em libra esterlina.
Uma das perguntas que estou muito curiosa para fazer é: qual foi a peça mais tecnicamente desafiadora que você criou ao lado de Dennis Tompkins?
Michael Bush: A mais desafiadora foi o traje cromado da turnê, o traje de abertura, o capacete cromado e o peitoral, por ser de plástico rígido. E depois foi cromado, o que o deixou ainda mais rígido que o plástico, e ele não se movia. Nas roupas de Michael, o tecido se move e acompanha o dançarino. Já o elemento cromado, se não se ajustasse perfeitamente, ele poderia se machucar.
E, como ele mesmo dizia, nós poderíamos ficar desempregados se ele se machucasse. E o outro desafio era: uma vez vestido, como ele tiraria aquilo sozinho no palco? Então foi aí que entrou o velcro rasgável na cintura.
Manashe: Sei que uma das coisas que Michael queria fazer com esse figurino em particular era colocar pirotecnia para fazer sair fumaça, certo?
Michael Bush: Sim, essa foi a tentativa. A gente ia fazer sair fumaça. Basicamente, seria o momento em que ele se desconectaria da, entre aspas, nave espacial de onde saiu. Infelizmente, com a tecnologia da época, nós tínhamos a ideia, mas não conseguimos fazer a ideia acompanhar a tecnologia do momento. Por isso foi descartada. E como o próprio Michael dizia: se não for perfeito, não vamos fazer.
Manashe: O que acho realmente incrível no seu trabalho é que você não apenas foi pioneiro nessas peças tão difíceis como o traje cromado, mas também nos sapatos da inclinação, pelos quais vocês conseguiram uma patente. Sei que no livro você mencionou que ficou surpreso que Michael Jackson realmente colocou seu nome e o de Dennis Tompkins na patente. Por que você ficou tão surpreso com isso?
Michael Bush: Bem, nós fomos pagos pelo trabalho e era apenas algo que fizemos em um projeto com o Michael. Nós nem sabíamos que ele tinha incluído nosso nome na patente por uns oito anos, talvez.
Antes disso, nós assinávamos termos de confidencialidade. Não podíamos divulgar o que ele chamava de a mágica de Michael. E em turnê, todos na turnê tinham que assinar a mesma confidencialidade. Não podíamos divulgar para ninguém, especialmente para a imprensa, como aquilo acontecia.
E então descobrimos quando alguém no escritório não pagou o governo para manter sigilo, e vazou. Acho que foi um programa matinal que revelou. E foi assim que ficamos sabendo, acho que foi no matinal da NBC, no Good Morning America ou no Today Show em Nova York. Foi tipo: uau.
Michael Jackson era um homem de muitos talentos, incluindo um que apostamos que você não conhecia. Um sapato que Jackson projetou e, junto com dois parceiros, patenteou em 1993. É descrito como um método e um meio para criar a ilusão antigravidade.
Funciona por causa de um recorte especial no salto do sapato. Ele se encaixa em pinos que, quando necessário, sobem pelo piso do palco, praticamente prendendo os dançarinos no chão.
Mas esse era o Michael. Ele dava crédito a todos ao seu redor, engenheiros, músicos, compositores, até nós do figurino, cabelo e maquiagem, todos. Michael sempre dava crédito à equipe.
Manashe: Com as diferentes peças que você fez para Michael Jackson sendo exibidas na imprensa e na cultura pop no auge absoluto da carreira dele, nos anos 80 e 90, como era realmente, no dia a dia, ser o estilista exclusivo dele, sabendo que seus designs estavam rodando o mundo, impactando não só crianças, mas também adultos?
Michael Bush: Bem, de novo, porque você estava tão envolvido em fazer. E todo dia havia um novo desafio. Você não parava para pensar no que estava fazendo naquele momento. E só depois, quando via como a imprensa ou o público recebia aquilo e ficava fascinado, é que caía a ficha. Mas eu já tinha o próximo projeto para me preocupar. Não posso ficar curtindo aquela única roupa.
E depois do visual da turnê Bad, com as fivelas e o álbum, Michael dizia: o que vem agora? Qual é a próxima? Para onde vamos agora? E com Michael, a gente não queria copiar ninguém. Era sempre o que vem agora, o que há de novo?
E ficávamos olhando revistas de moda. E Michael confessou, ele disse: sabe, estou olhando as fotos que os editores de moda gostam, mas o que as pessoas na rua estão vestindo? O que elas estão usando agora?
Então Michael mandou eu e o Dennis para Londres e Paris para ir a boates e ver o que a base de fãs dele estava vestindo. Estávamos em Londres. Chegamos para um rapaz na boate. A pergunta foi, e ele não sabia quem éramos: o que te inspirou a vestir o que você está vestindo agora? E a resposta que tivemos, que foi a última coisa que queríamos ouvir, foi: ah, estamos esperando para ver o que Michael Jackson vai vestir para saber o que usar em seguida. Aquilo realmente nos marcou.
É como se o mundo realmente parasse para ver o que você está fazendo, especialmente como artista. Foi fascinante. E como era percebido na cultura pop, na música, na arte, no dia a dia.
É difícil colocar em palavras o que estávamos fazendo, porque, de novo, com Michael, você trabalha com paixão. Então não parecia trabalho. A gente amava o que fazia. Mal podíamos esperar para fazer. E não queríamos parar quando terminava.
Manashe: Uma coisa que adorei no que você disse é que vocês realmente iam a países diferentes para pesquisar. Você foi a Londres, claro, em todas as turnês diferentes. Sei que quando você fez Remember the Time na época, você queria ir ao Egito, mas não houve tempo suficiente. Então teve que confiar puramente na pesquisa.
Mas voltando a Londres, sei que era a cidade favorita de Michael Jackson. Você tem alguma ideia do porquê?
Michael Bush: Sei que quando você saía em turnê com Michael, ele sempre queria que você se divertisse e aproveitasse seu tempo. Mas Michael era fascinado pelo aparato britânico, pelos uniformes extravagantes, e quando eles fazem um desfile, todo mundo para para olhar. Especialmente o detalhe das roupas militares, as medalhas, as fitas, o paletó de gala. Porque na América eles têm um blazer azul e algumas medalhas. Mas na Inglaterra, é exagerado. E isso fascinava Michael, era puro showmanship, especialmente para o país da Inglaterra, muito menos para o mundo. De novo, o mundo para pra olhar.
E aquilo era fascinante para Michael. Então essa foi a influência, especialmente com o visual militar, de que os uniformes comandam atenção.
E há muita arte, muito para vestir. Indo para a Inglaterra, a primeira coisa que Michael fazia, quando íamos para a National Portrait Gallery, quando íamos ao museu, era olhar os retratos da realeza e da família real da Inglaterra. E ao longo da história, era exibicionismo. Era hora do show.
E ver como Michael era fascinado, em cada país, nós olhávamos os diferentes uniformes e pegávamos pedaços de uniformes da realeza europeia. E incorporávamos tudo junto. Não era estritamente britânico por si só. Começamos a incorporar diferentes elementos de diferentes países. Então todos, acho que com Michael, com as roupas, todos sentiam que aquilo fazia parte deles. Não era exclusivamente, sabe, Inglaterra. Tínhamos alemães. Há tantos países diferentes na Europa que são todos diferentes.
Na América é o que é. Mas você vai para a Europa, cada país, cada fronteira, tudo mudava. Então isso era algo fascinante para Michael.
Um dos meus trabalhos também era ir a livrarias e comprar centenas de livros para Michael poder sentar e estudar, fosse moda, arquitetura, quero dizer, qualquer coisa que pudéssemos transformar em roupa para ele.
Manashe: Adorei muito esse ponto que você mencionou sobre as diferentes culturas que ele apreciava. E por mais que Michael amasse culturas diferentes, sei que ele também era um grande fã do cinema americano, de Charlie Chaplin e até do estilo meio gangster dos anos 1940, com o clipe de Smooth Criminal, que foi inspirado em Fred Astaire. Está correto?
Michael Bush: Sim. Fred Astaire, dançando no palco de smoking, fraque, o visual gangster, até os gangsters eram alta moda. Eles tinham aquelas épocas.
E com isso, quando Michael entrava em qualquer lugar e viam aquele chapéu fedora preto, eles sabiam quem estava por baixo. Aquele era um dos visuais assinatura de Michael. E foi muito inspirado nos anos 40. E aquele gangster, que acabou se transformando no curta-metragem Smooth Criminal.
Manashe: Entrando um pouco mais a fundo em Smooth Criminal, sei que os sapatos da inclinação foram um grande desafio para um designer de moda, porque não era apenas inovação em calçado, era na verdade uma invenção. Adoraria saber como foi essa experiência para você.
Michael Bush: Certo, então quando fizemos no palco, no curta-metragem, Michael estava na verdade aparafusado ao chão com cabos, com um cinto de segurança que eles usam na indústria cinematográfica para efeitos especiais. E levava cerca de 45 minutos para colocá-lo naquilo e levá-lo ao palco.
Então quando ele voltou depois de se levantar, quando voltamos para o trailer para tirá-lo daquilo, ele olha para mim e diz: Bush, eu tenho que mostrar aos meus fãs que o que eu faço nos meus curtas, eu realmente fiz. Eu faço. Não são efeitos especiais. Não é, sabe, hoje é IA, seja lá o que for.
Então eu me levantei e disse: você quer dizer que vamos parar o show por 45 minutos para te colocar nisso por aqueles 20 segundos de mágica? Ele responde: Ah, não, tem que ser instantâneo. E ele olhou para mim, me deu aquele abraço de urso. E disse: eu sei que você consegue fazer isso por mim.
Então, de novo, é uma daquelas coisas com Michael em que você ficava tão inspirado. E ali estava o artista mais famoso, o ser humano mais famoso da Terra, acreditando no que ele achava que eu poderia fazer. Sabe, com Michael, a gente aprendeu que eu não sabia que eu não conseguia.
Então voltamos e Dennis costumava ser... ele foi um campeão de dança no gelo. Então olhamos para as botas de patinação no gelo deles, como os tornozelos realmente se moldam para que você possa torcer a bota de patinação. Então esse foi o começo.
Então começamos a fazer. E aperfeiçoamos. Testamos no estúdio por uma boa semana. Eu fiz, o Dennis fez. E então ligamos para o estúdio, ligamos para o assistente de Michael e dissemos: está pronto. Quando posso vê-lo? Só ir para o Estúdio Um por volta das sete horas.
E ele pode te encaixar entre as gravações. Então chegamos ao Estúdio Um. Estamos lá sentados, sete horas, sete e quinze, sete e trinta, sete e quarenta e cinco. Agora, Dennis era de Escorpião. Então ele começa a ficar agitado. Me disseram para estar aqui às sete. Preciso voltar ao trabalho. Preciso estar criando e estou aqui sentado. Às oito e cinco, Michael sai e nos busca.
Descobrimos que ele estava sentado há uma hora assistindo Os Simpsons. Então os sapatos de inclinação de Michael ficaram em espera até ele terminar com o Bart. Então entramos no estúdio. Começo a amarrar nele.
Ele está sentado na cadeira, amarrando para colocar. Ele reclamando: Bush, eu deveria estar gravando. Por que você está fazendo isso? Isso não vai funcionar. Não temos tempo para brincar. Por que você está fazendo isso? Eu disse: Michael, eu não teria trazido para você se não funcionasse.
Manashe: Uma das perguntas que sei que nosso público vai se importar muito, já que você mencionou que se sentiu visto e incentivado por fazer parte (da equipe) um dos artistas mais famosos que já vimos na história.
Para o benefício da minha geração, eu nasci em 98. Então muitos desses eventos aconteceram antes de eu ter idade suficiente para entender a dimensão. Como era realmente estar tão próximo desse nível de estrelato no dia a dia?
Michael Bush: Bem, nós simplesmente tratávamos Michael como Michael. Ele era outro ser humano. Ele só tinha esse talento escandaloso que sabia como vender para o público, para a base de fãs, aquilo que eles queriam fazer.
Mas nunca ficamos sentados olhando para Michael como se ele fosse esse ser humano icônico, maior que a vida, com esse tipo de talento. Ele era apenas o Mike sentado em uma cadeira à minha frente em uma reunião ou no telefone criando algo. Parece estranho, acho que ele também gostava disso, de não ser tratado de forma diferente.
Ele não era intocável. Ele era outro colega artista que conseguia extrair, especialmente de nós, o que podíamos fazer. Ele tinha essa habilidade. Mas ele era apenas o Mike.
Manashe: Adoro que você tenha conseguido não apenas vê-lo como artista, mas também como Michael, o homem, mas você também é sua própria pessoa e tinha sua própria vida pessoal. Como você conseguiu conciliar um trabalho tão exigente e ao mesmo tempo ter sua própria vida com Dennis?
Michael Bush: A melhor parte era que não éramos muito do tipo borboleta social, de querer sair, ficar em boates, restaurantes, seja lá o que for, porque você estava sentado no estúdio criando essa obra de arte e inventando algo como os Lean Shoes ou até mesmo as jaquetas dele, os figurinos, você está inventando algo.
Então era uma paixão. Não era tipo: ok, trabalhei oito horas. Terminei. Quero seguir em frente. E especialmente no estúdio, a gente se revezava. Ele deitava no chão e dormia. Eu fazia algo que ele não conseguia fazer. Aí ele acordava e continuava. Aí eu tirava meu cochilo. Então era apenas um esforço de equipe para fazer acontecer. Mas não havia realmente vida pessoal ou anseio por isso. E até agora, ainda está incutido em mim sobre essa paixão, trabalhando com Michael por tantos anos. Ainda fico ansioso com a jaqueta que eu tinha quando consegui fazer isso. Isso vai estrear. Vou fazer agora, mas é feito para Tóquio na próxima semana.
Manashe: Ah, isso é literalmente incrível. É tipo estilo grafite.
Michael Bush: É. De novo, como Michael, a arte de rua. Michael era muito fascinado pela cultura de rua. A gente fazia uma jaqueta e ele dizia: Bush, está limpa demais. Está certinha demais. Dá uma acabada mais bruta, faz ficar street. Então esse também era o Michael. Era muito elegante, mas tinha aquele toque que o tornava rebelde.
Manashe: Isso é realmente incrível de ouvir. Eu estava assistindo ao Super Bowl de 1993, que Michael fez. Ele foi pioneiro no show do intervalo. E uma coisa que achei absolutamente linda foi quando todos seguravam seus pedaços de papel coloridos.
Acho simplesmente incrível que essa união tenha acontecido pela missão de Michael de curar o mundo. Quando todos nós já tivermos ido e os historiadores estiverem olhando para o material que restou da vida de Michael Jackson, o que você quer que eles saibam não apenas sobre Michael Jackson, o artista, mas sobre quem ele era como pessoa?
Michael Bush: Acho que, de novo, é a parte da generosidade. Seja na música, na moda, na caridade. Ele era apenas um daqueles humanos muito raros no mundo. E esperamos poder encontrar outro Michael Jackson em um nível diferente. Mas nunca haverá outro Michael. Mas é preciso, toda geração precisa daquela pessoa em sua geração para inspirá-la a se tornar quem ela quer ser.
Não sei, com Michael era tipo... Antes de tudo, com Michael dizia, não force a mágica. Mergulhe nela. Aproveite. E deixe o mundo parar para absorver tudo. E até mesmo quando ele mencionou o Super Bowl, até hoje, é o show do intervalo do Super Bowl.
É pré-Michael Jackson e pós-Michael Jackson, porque antes do Super Bowl, a atração original era Carol Channing. Ou eles tinham bandas de fanfarra se apresentando no intervalo. E quando Michael fez o que fez, mudou tudo, mais pessoas sintonizaram para ver o show do intervalo do que para ver o jogo. Essa era a mágica de Michael.
Manashe: É muito verdade. E é muito importante termos essas conversas porque sua voz é uma das que estiveram mais próximas dele e as próximas gerações, como a minha e as que virão, aprenderão sobre ele a partir desta mídia. Você tem alguma memória favorita ou destaque da carreira que gostaria de compartilhar? E algo que possamos ver nos arquivos do novo livro que está por vir?
Michael Bush: Felizmente, consegui fazer o segundo livro porque há tanta coisa ao longo da vida dele que eu provavelmente poderia fazer um terceiro ou quarto livro com a quantidade de informação e a quantidade de coisas que fizemos para ele.
Mas essa é a parte mais difícil do segundo livro, ainda é editar o que pode caber naquelas páginas para fazer do começo ao fim. Então, de novo, o primeiro livro é uma história dos figurinos de Michael de 1978, solo, do Off the Wall até ele falecer.
Michael Bush: Então temos uma seção sobre Bill Whitten, que fez a Victory Tour e os figurinos de Michael, e Debra, que fez a Jaqueta de Thriller. Entrevistamos ela para saber o que foi necessário para realizar aquele projeto.
Então é apenas mais aprofundado, porque o primeiro livro foi mais sobre o que eu e Dennis fizemos para Michael. O segundo é mais um livro histórico sobre as roupas de Michael em sua carreira solo.
Manashe: Adoro que você tenha homenageado seus designers antecessores e isso realmente mostra que você segue o costume de Michael de valorizar o artesanato, porque no livro você mencionou como ele sempre lhe disse para celebrar seu próprio trabalho.
Michael Bush: Sim... sabe, Bill Whitten já se foi. Então encontramos alguém que trabalhou com Bill para descobrir como ele trabalhava com Michael. Como não pudemos entrevistar Bill, conseguimos falar com a Debra e ela pôde nos contar sua própria história. E de novo, Bill Whitten foi uma grande parte da vida de Michael.
E foi até com Bill Whitten e Tompkins Bush, fomos rotulados na imprensa como Liberace vai para a guerra com roupas militares, que é quando Liberace era tipo o artista americano mais famoso no palco, ele parava para olhar.
E com Michael, nós transformamos naquele visual militar que Bill Whitten fez antes de nós. Mas não, Bill Whitten merece seu reconhecimento pelo que fez na vida de Michael, assim como Debra.
Entramos em contato com alguns outros que não responderam... mas não, somos muito abençoados por eu poder promover, é mais sobre as roupas de Michael do que sobre mim. Os livros, ambos os livros representam mais, são sobre Michael, não realmente sobre nós.
Mas eu tenho o direito de contar, ninguém vai adivinhar o que eu e Dennis fizemos por Michael, porque está no livro. Então essa também é a melhor parte, que você está ensinando as futuras gerações sobre, com Michael, o que é preciso para fazer roupas de show? Então essa foi a parte fascinante, e eu pude fazer isso uma segunda vez.
Manashe: Isso é realmente incrível. Estou ansioso para ler o livro. Uma coisa que adorei na primeira edição são todas as imagens de arquivo que há ali, há imagens ali que eu genuinamente não consegui encontrar em nenhum outro lugar online.
Então é muito importante que você as esteja mostrando e estou realmente ansioso para ver mais imagens exclusivas.
Michael Bush: Estamos repetindo isso no segundo também, especialmente com Michael dançando ao vivo no palco, com o YouTube, seja lá o que for, ele está em movimento. Então queríamos parar e fazer para que você possa ver de perto o que ele estava vestindo e os detalhes.
Manashe: Minha última pergunta seria, onde podemos comprar o livro?
Michael Bush: Então, acho que está online na Julien's, juliensauctions.com ou na editora, eu acho. Sei que vamos rodar o mundo fazendo sessões de autógrafos e promoção como fizemos com o primeiro. Tenho quase certeza que vai ser de volta na Piccadilly Circus, no Hard Rock.
Manashe: Uau. Você está vindo para a Inglaterra?
Michael Bush: Ah sim, sem dúvida, Michael tem uma base de fãs enorme na Inglaterra, enorme.
Manashe: Ok, isso é definitivamente incrível. Você tem que me manter informado, adoraria ver isso. Em termos do seu trabalho online, onde as pessoas podem te encontrar?
Michael Bush: Não podem. Eu parei.
Manashe: Parou?
Michael Bush: Bem, não, porque ninguém me trataria do jeito que Michael me tratou e fiquei muito calejado porque ele era tão generoso e um cliente tão ótimo e grande parte do mundo agora, especialmente na indústria, não usa roupas de show. Eles estão usando mais streetwear, porque é a música que estão vendendo, o que eu entendo.
Manashe: Não, você merece. Você teve uma carreira incrível de mais de 40 anos desenhando para os maiores nomes e para o maior nome de todos, o Rei do Pop, Michael Jackson.
Então, muito obrigado, Michael, por dedicar este tempo para esta entrevista comigo. Sei que meu público vai adorar absolutamente e as futuras gerações terão o benefício de ouvir sobre a tecnologia de figurinos, a inovação que você e Dennis Tompkins fizeram para Michael Jackson.
Michael Bush: Sim, de novo, sou extremamente abençoado pela oportunidade que tive na minha vida, e ainda sou. Ainda consigo saborear o que pude fazer com Michael Jackson.
Manashe: Sim, isso é muito legal. Isso é incrível. Muito obrigado por assistir a este vídeo. Se você amou este mergulho profundo na história da cultura pop e na engenharia de figurinos, não deixe de curtir e se inscrever. Isso me permite produzir mais videoensaios e entrevistas de arquivo sobre moda para você. Vejo você no meu próximo vídeo."
Transcrição, tradução e edição: Cartas para Michael © 2026. Proibida reprodução sem crédito.
