1 de novembro de 2026

Ex-executivo fonográfico recorda primeira audição de Thriller

"Eu fui uma das primeiras pessoas, em 1982, a ouvir Thriller. Thriller foi uma mudança incrível para a indústria. A gente chamava um disco como Thriller, como fizemos com Saturday Night Fever, como fizemos com algumas coisas da Whitney Houston, de dusters.

Fazia as pessoas tirarem a poeira do aparelho de som e voltarem a ouvir música, porque em 1980 e 81 estávamos meio em baixa, sem conseguir estourar artistas novos. Mas aí veio a MTV e depois veio Thriller. Thriller foi uma experiência incrível para mim.

Eu nunca tinha recebido uma ligação do pessoal de A&R, Artistas e Repertório de Nova York, dizendo: John, estamos te mandando uma prensagem de teste. Não queremos que você ouça. Não queremos que você olhe. Você vai receber por entrega expressa. Vai vir em um pacote lacrado. Mas na segunda de manhã - isso era numa sexta - na segunda de manhã, queremos que você leve sua equipe para a sala de reunião, abra o seu bar, para todo mundo entrar no clima, certo? E aí abra e ouça esse disco.

E eu tinha 14 pessoas na sala de reunião, todas tomando um drink. Isso ajudou também.

Eu meio que imaginei que era o Thriller porque a gente sabia que o Michael estava finalizando.

Mas quando a gente abriu o Thriller e ouviu, foi simplesmente, foi incrível. A gente só disse: meu Deus, esse vai ser o maior disco da história. E foi.

70 milhões de cópias. Ele ganhou tanto dinheiro. Eu estava andando com, eu estava andando com um dos altos executivos da CBS.

Estávamos indo almoçar e ele colocou a mão no bolso e me mostrou um cheque. Ele disse: aqui está o cheque do Michael de hoje. Era de US$ 1.700.000."

Por John Farr (escritor e ex-executivo da indústria fonográfica)


❦ MJ ❦

Curadoria, tradução e edição: Cartas para Michael © 2026. Proibida reprodução sem crédito.