Entrevista com o estilista Michael Bush (01)

Michael Bush, Michael Jackson e Dennis Tompkins

Uma entrevista exclusiva com Michael Bush feita pelo fã-clube MJJ Collectors

MJJC: Você disse ter desenhado cerca de 900 modelos de roupas para Michael Jackson. Sem dúvida, é difícil escolher um favorito, mas há alguma roupa que se destaca para você, como sendo inequivocamente 'Michael'? Que roupas você ama tanto que você irá guardar, e por isso significam muito para você?

MB: Você achar que é um clichê eu dizer isso, mas sinceramente havia tantas roupas favoritas que é muito difícil para mim escolher uma. Eu não acho que eu possa fazer isso.

A jaqueta branca frisada que Michael usou para ir ao Oscar com Madonna, o macacão de ouro metálico para a Dangerous Tour, a jaqueta cerimonial que ele usou para a inauguração ou a jaqueta de couro preta que ele usava, quando Elizabeth Taylor o chamou de Rei do Pop... todas têm histórias especiais, por trás delas.

Algumas das coisas que tiveram mais significado para ele, foram algumas das roupas pessoais, projetadas por ele. Ele amava a cor e nós também.





MJJC: Você disse recentemente que Michael lhe dizia: "eu preciso de mais pó" (referindo-se à fada Sininho de Peter Pan) ao descrever que algo precisava de mais brilho. Quais foram algumas das outras palavras ou frases que ele usava para descrever uma roupa ou um visual que ele queria que você criasse para ele?

MB: Tudo era 'showtime'. Cada peça de roupa sempre tinha que estar pronta para o show, ele nos diria para se certificar de que todas as suas roupas estivessem sempre prontas para isso.  'Showtime', portanto, cada desenho era único. Ele era um mestre em criar um show, mas ele era também um mestre em ser, ele mesmo, o show.




Nessa imagem com o músico Flavor Flav, usando a jaqueta com a águia

MJJC: Faça uma breve descrição do processo criativo e como MJ estava envolvido, ou seja: se você costumava aproximar-se dele com esboços aos quais ele aprovava para você projetar, ou ele costumava descrever-lhe roupas conforme ele as quisesse - como era todo esse trabalho ? De onde vinha a inspiração para uma roupa em especial? Houve uma roupa especial com a qual o próprio Michael parecesse estar mais envolvido na criação?

MB: O processo criativo era sempre um pouco diferente. Por exemplo, quando Michael estava gravando no estúdio, ele teria muito pouca participação, porque ele estava tão ocupado fazendo música. Outras vezes, ele nos enviava até mesmo para outros países, para observar o que as pessoas estavam usando, os estilos.

Ele sempre quis que suas roupas estivessem prontas o show e havia elementos do desenho que sempre apareceriam no palco, como uma parte muito especial do show. A luz apenas teria que bater direito para que as pessoas  nas fileiras próximas, pudessem vê-los.

Nós colaborávamos muito juntos, mas ele também confiava em nós tantas vezes, nós lhe enviávamos os desenhos e ele iria amá-los ou odiá-los. De qualquer maneira, nós estávamos sempre lá, para o que ele precisasse.

MJJC: Michael Jackson era conhecido por ser um perfeccionista. Descreva quão desafiador era, por vezes, conseguir algo perfeito para ele. Qual foi o maior período de tempo que você gastou em uma roupa especial e qual foi? Houve alguma roupa que você teve que refazer? E há alguma peça em particular que você desenhou e que Michael nunca usou ou não gostou, e que você realmente gostaria que ele tivesse usado?

MB: Michael usava tudo. Se fizéssemos uma roupa, ele a usaria. Uma das roupas mais desafiadoras que nós desenhamos foi o traje de cromo para a turnê HIStory, por causa do nosso medo de que ele poderia ferir-se nele. Porque era de plástico, de formas adequadas e feita com diferentes tipos de materiais. Era um traje difícil de manusear, Michael Jackson nos fez parecer fácil, no entanto, confie em mim, não foi.


MJJC: Você conheceu Michael em 1985 no set de Captain EO. Como aconteceu esse encontro, como você o descreveria? Ele fez você se sentir à vontade, na hora? O quanto Michael estava familiarizado com o seu trabalho naquele momento e qual foi o primeiro trabalho que ele lhe deu para fazer (presumivelmente a roupa para o vídeo Bad ou Smooth Criminal)?

MB: Durante os dois vídeos que você mencionou, ainda estávamos nos adaptando a Michael, não fomos nomeados seus estilistas ainda naquela época. Michael sempre foi mais preocupado em encontrar talentos com personalidade para fazer parte de sua equipe e as pessoas que ele sabia com as quais ele poderia se divertir.

Enquanto era importante para ele encontrar pessoas que entendiam a arte, era igualmente importante encontrar pessoas com a personalidade certa e Michael sabia como tirar o melhor de você. Foi por isso que fomos nomeados seus estilistas e nós adoramos cada minuto de cada dia de trabalho com ele.

MJJC: Certamente você não poderia imaginar, então, que você e seu parceiro Dennis Tompkins estavam apenas começando um relacionamento de 25 anos, trabalhando com ele. Como e quando você soube que vocês três estavam realmente "em sintonia" juntos? Foi algo que Michael lhe disse, ou foi uma reação a um desenho ou conceito que lhe mostrou onde você só sabia, que você realmente o impressionava?

MB: Eu soube que Michael e eu estaríamos trabalhando juntos por muito tempo, no minuto em que ele jogou cerejas em mim, no trailer, quando nos conhecemos. Quando alguém pode rir com você imediatamente, você sabe que a amizade está aí para ficar. Dennis sempre foi o técnico e eu era o criativo. Era apenas trabalho, e Michael sabia desde o início e quando ganhamos a sua confiança e soubemos o que ele queria, apenas se tornou melhor e melhor.


MJJC: De onde vinham os materiais e idéias para os desenhos dos figurinos (incluindo as jaquetas)? Presumivelmente, tudo era feito sob medida, então, você ia às lojas de tecido americanas ou mercados populares para desenvolver idéias, ou você geralmente ganharia uma comissão especial das indústrias especializadas nisso, como Valentino, Gucci e outros estilistas importantes o fazem?

MB: Há muitas respostas para essa pergunta. Michael amava os estilos militar e real, como você pode dizer, por muitas das roupas que ele usava. Ele também sempre estava intrigado com o que os outros estavam vestindo.

Certa vez, ele enviou a mim e a Dennis para a Europa por semanas, apenas para observar a moda das pessoas e lhe informar. Ele amava street wear* (moda urbana - nota do blog) que era a sua coisa. Tinha que ser confortável e mover-se com ele.

Ele também lia revistas ferozmente, não as histórias sobre ele, mas para ver as últimas tendências, para que ele pudesse tomar essas imagens e transferi-las para as suas ideias para as roupas.

Certa vez, compramos todas as revistas na banca de jornal e ele nos disse, depois, para que sentássemos e arrancássemos todas as páginas de coisas que achássemos  interessantes. Então, mostramos para ele tudo aquilo e de lá, ele iria pegar alguns e então poderíamos falar sobre esses recursos visuais e traduzi-los em roupas.

Outras vezes, ele sabia o que ele queria em cristais, ouro, robótica, strass. Fosse o que fosse, nós sempre ouvíamos e colaborávamos. Isso é o que funcionava melhor.

MJJC: Qual foi o processo pelo qual você criou figurinos para cada uma das turnês de Michael? Você se encontrou com ele com antecedência, para discutir um "tema" global de figurinos para cada turnê (estilos, cores, etc) ou foi mais de um processo "orgânico", onde você só viria com desenhos diferentes e mais tarde iria decidir onde e quando usá-los?

MB: Nós sempre nos reuníamos antecipadamente. Ele sempre nos dizia no que ele estava pensando e sobre o que seria o show. De lá, iríamos desenhar e apresentar ideias e esboços para ele.

MJJC: O que você achou mais marcante ou memorável sobre Michael Jackson como artista / performer? Como uma pessoa? Você poderia compartilhar uma história engraçada ou sentimental (que nunca tenhamos ouvido antes) que nos permita entender um pouco mais sobre a relação pessoal que teve com MJ? Havia algo em especial da qual você se lembre, algo que Michael lhe disse e que realmente tenha inspirado ou motivado você?

MB: Michael foi a pessoa mais generosa que eu já conheci. As pessoas simplesmente não percebem o quanto verdadeiramente generoso ele era. Ele nunca se importava com ele, mas ele sempre se preocupava com todos à sua volta e sempre era rápido para garantir que todos fossem atendidos.

Ele era generoso com uma falha, em algum momento, porque algumas pessoas se aproveitam de pessoas assim. Ele era generoso em muitos aspectos, e eu nunca vou esquecer do meu amigo.

A coisa mais engraçada sobre Michael era sua risada. Quando ele começava a rir, ele não poderia parar e, em seguida, todos em torno dele iriam rir e não conseguiam parar. Era um dos fatos mais divertidos que já tivemos,  quando isso acontecia. Eu sempre vou me lembrar disso.

MJJC: Quantas versões extras do figurino principal das turnês você normalmente tinha, no caso de uma emergência (perda, roubo, avaria na roupa, ou algo que precisasse ser limpo, etc) no último momento? Por exemplo, você se lembra de quantas jaquetas da Bad Tour de 1988 foram feitas (como na capa de seu livro)?

MB: Michael perdia cerca de 4-5 quilos de peso em líquidos quando ele se apresentava, de modo que sempre tinha que ter tamanhos 4-5 de calças, por exemplo, para quando ele mudasse os conjuntos, porque ele realmente perdia peso no palco em líquidos e sua cintura diminuía. Isso era particularmente normal para nós, com muitos figurinos.

MJJC: Você criou alguns conceitos bastante originais durante a sua relação de trabalho com MJ - dos sapatos de dança "anti-gravidade" a um casaco que estava coberto de talheres de ouro (que, de alguma forma, parecia muito legal)! Quais são alguns outros conceitos originais ou invenções que você desenvolveu para roupas de Michael e que não eram necessariamente visíveis ao olho humano e que talvez não saibamos?

MB: Havíamos projetado um casaco de luz estroboscópica para Michael, que tinha 30 luzes estroboscópicas sobre ele, e que era carinhosamente chamado de casaco "paparazzi". No entanto, vetamos isso quando percebemos que essa luz intensa saindo do casaco realmente poderia causar uma crise de convulsão, por causa da quantidade de luz e ação rápida.

Nós não queríamos ter uma chance sem saber sobre os fãs que estariam lá para vê-lo. Então, nunca o usamos. Michael era sempre preocupado com seus fãs, e porque este casaco tinha a chance de eventualmente ferir alguém, não foi usado.

MJJC: Qual foi a peça de roupa mais cara que foi feita para Michael? Foi a jaqueta de prata de Jam da Dangerous Tour, e você poderia descrever o que estava envolvido em fazè-la? MJ tinha falado sobre ela ter um interior especial com  "clima controlado", característica que o faria ficar legal em dias quentes, frios ou chuvosos. Havia mais de uma jaqueta especial feita para Michael?

MB: As histórias que se  ouve sobre os recursos de clima controlado não são verdadeiras. Fazíamos roupas com tecidos diferentes, formas e acessórios para trabalhar dentro das temperaturas ou em ambientes em que ele trabalhava.

MJJC: Em uma recente entrevista você disse que o conceito de Michael era: ''Eu quero os estilistas de moda do mundo, os grandes conglomerados, eu quero que eles me copiem. Eu não quero usar o que está lá fora. Eu quero impor a minha individualidade, e sendo que a minha música 'sou eu', meu visual deveria ser 'eu'. Tendo dito isso, havia figuras culturais, icônicas ou históricas cujo estilo de moda ele disse que particularmente admirava?

MB: Ele gostava do visual e estilo dos anos 40 e ele também gostava de street wear, a moda desses homens muito icônicos que você pode ver como atemporal.

MJJC: Você disse que nunca considerou trabalhar com MJ como "trabalho", porém, mais uma paixão. Mas você também admite que, às vezes, era muito exigente, às vezes tendo que trabalhar por 36 horas seguidas para terminar uma roupa que precisava ser concluída, antes de uma apresentação. Além de ter de cumprir o prazo ocasional, quais foram alguns dos outros aspectos desafiadores de trabalhar com MJ e como você acha que eles podem ter empurrado você para melhorar o seu próprio ofício?

MB: Quando você trabalha com alguém como Michael Jackson, o Rei do Pop, o artista mais influente do nosso tempo, não há nenhuma maneira de você não poder melhorar o seu próprio ofício! Ele era deliciosamente exigente, porque ele sempre nos fazia pensar, ele sempre nos fazia querer fazer melhor, ele sempre criava as coisas que você pensaria: "de onde é que isso veio?" Mas fazíamos porque amávamos e também fazíamos porque amávamos a ele. Era muito divertido, muito exigente, mas incrivelmente recompensador.

MJJC: Você recentemente falou sobre uma jaqueta em particular, em que Michael disse querer que você tentasse, e o seu parceiro Dennis disse que "nunca iria funcionar", perto das fases iniciais do seu relacionamento. Qual é o pedido mais estranho de um figurino que Michael tenha feito? Já houve uma outra situação, quando você queria dizer a ele "Michael, isso é tão ridículo para se usar e não é o seu estilo", ou teria que dizer: "Michael, simplesmente não fica bem em você" e ele geralmente levaria em conta a sua opinião profissional?

MB: Bem, não era um casaco. Foi sobre uma placa anti-gravidade. Ele veio até nós e disse-nos que teríamos que criar algo em tempo recorde, algo que lhe permitisse atuar no palco, enquanto se inclinasse para a frente, em um ângulo de 45 graus. Não havia tempo para pensar sobre isso, pesquisar ou contratar fontes externas para pesquisar.

E nós fizemos isso com ele, é claro. Ele desempenhou um grande papel no seu desenvolvimento com a gente e que não foi fácil e... não, eu não vou dar o nosso segredo. Ele é patenteado e a patente é de propriedade de Michael Jackson, Dennis Tompkins e Michael Bush.

Quando aquela placa anti-gravidade e sapatos trabalharam no palco para Michael com precisão, como ele o fez, você não poderia imaginar o quanto espantados ficamos nós mesmos.

MJJC: Você, obviamente, queria criar um estilo único e reconhecível para MJ. Você notou como o estilo de  moda de Michael evoluiu ao longo dos anos, ou você diria que o estilo geral (especialmente através de suas próprias criações) foi bastante consistente?

Da mesma forma, se o gosto pessoal de Michael (ou preferências de cor) pareceu mudar quando ele ficou mais velho? Será que o próprio Michael sempre estabeleceu limites sobre a roupa, como algo que ele nunca usaria? E estava lá um certo figurino ou conceito que, a princípio, ele não gostava, e você o encorajou a tentar e que mais tarde ele teria amado?

MB: Ele sempre amou o estilo militar e o real, e muitos adornos. Que ficavam bastante consistentes. Lembre-se de que ele amava o efeito 'showtime' e que nunca iria embora. Ele sempre vestiu-se de forma que seus fãs não o esquecessem. Isso sempre foi consistente. Uma das coisas que muitas pessoas não sabem é que Michael amava o veludo porque o mantinha aquecido. Nós criamos um monte de roupas pessoais para ele em veludo, e que ele amava.

MJJC: Duas jaquetas de Michael Jackson, que claramente evoluíram e mudaram com cada turnê, foram as icônicas jaquetas Beat It e Thriller. Com qual das duas você gostava de trabalhar mais e por quê?

MB: Nós trabalhamos em ambas, enquanto evoluíram através das turnês. Nós apreciamos as duas, realmente não poderia dizer se uma era melhor do que a outra. Essa é a verdade.

MJJC: Além das criações de Tompkins & Bush, qual era a marca de roupa favorita de Michael e por quê? Como você se sente sobre os Audigier / Ed Hardy Christian - criações potencialmente tornando-se disponíveis em uma base de varejo, algum dia? Alguma vez vocês discutiram quaisquer empreendimentos conjuntos com MJ, como trazer uma linha de roupas ao público, inspirada em alguns de seus projetos, ou você acha que isso, de alguma forma, diminuiria sua singularidade? Em geral, como você se sente quando você vê fãs usando roupas semelhantes às que você criou para MJ e como você acha que ele se sentia sobre isso?

MB: Michael gostava de sapatos Florsheim. Michael adorava ver os fãs vestindo interpretações de suas roupas. Ver seus fãs interpretando seus próprios desenhos, do seu próprio jeito, era um de seus maiores prazeres. Os fãs não copiavam Michael, eles pegavam o que o viam usar e criavam seus próprios desenhos e arte. Era fascinante para ele. Era a bajulação final para ele. Eu lidava com Michael na base frente-a-frente e nunca houve qualquer desejo de produzir em massa.

MJJC: Você disse que um de seus objetivos era criar roupas com as quais Michael pudesse livremente dançar, a partir de uma perspectiva funcional. De que outras maneiras você acha que a arte de Michael, dança ou música lhe inspirou, enquanto você estava criando esses projetos? Como alguém à parte, você costumava ouvir a música de MJ enquanto trabalhava na criação com o seu parceiro? Qual era a sua canção favorita de MJ para ouvir ou ver executada ao vivo?

MB: Quando eu vi Michael executar Another Part of Me foi mágico, ele realmente me mostrou de imediato o que showman que ele realmente era. Nunca haverá ninguém como ele. Nós não ouvíamos a música de Michael Jackson ao desenhar, muitas vezes, era a música clássica, porque essa música é tão atemporal. Mesmo Michael Jackson teria dito isso.

MJJC: Bush, suas próprias criações de figurinos eram "obras de arte" por si mesmas. Quando Michael subia ao palco, era um show de "Michael Jackson", mas ele estava usando as roupas de "Tompkins e Bush", as quais representavam centenas (se não milhares) de horas de seu próprio sangue e suor.

Descreva, se puder, o orgulho pessoal que você e seu parceiro sentiam em cada performance de Michael Jackson, e o legado duradouro que você e seu parceiro têm ajudado a criar.

MB: Não há palavras que possam descrever completamente o quanto de orgulho pessoal ambos sentíamos e ainda sentimos. E eu agradeço por dizer que eles eram "obras de arte". Verdadeiramente apreciado.

MJJC: Seu livro ansiosamente aguardado, Dressing Michael Jackson, está finalmente sendo lançado este mês. O que os fãs de MJ mais irão gostar sobre este livro? O que você acha que os fãs / leitores encontrarão de mais extraordinário ou surpreendente?

MB: É um livro de arte dirigida, por isso há centenas de fotos de moda de Michael, tanto de palco e como pessoais. O livro é destinado aos fãs. É um livro de Michael e eu falei com ele antes de sua passagem, e que era meu dever trazê-lo para os fãs.

Eu quero que ele sirva como um grande pedaço da história para que cada um deles leve para casa. Eu compartilho algumas histórias muito divertidas pessoais lá, também. E eu espero que depois, após ler, eles percebam quanta influência Michael realmente teve no mundo da moda.

MJJC: Você disse que MJ sempre desejou que seus figurinos fossem celebrados em livros e museus. Mesmo sendo para beneficiar instituições de caridade como a MusiCares, como você se sente sobre sempre se despedir desses itens preciosos e vê-los sendo vendidos em leilão?

Agora que você lançou o livro, de que outra forma você acha que esses tesouros deveriam ser preservados e apreciados? Gostaria de ver alguns deles em um museu permanente e se assim for, o que você imagina?

MB: Michael sempre nos deu de volta os figurinos e as roupas. O leilão é apenas uma pequena reunião de figurinos e vai beneficiar a caridade. Estes tesouros provavelmente serão comprados por museus, colecionadores e fãs ávidos, por isso estou positivo que será comemorado em todo o mundo, por muitos anos vindouros.

Há muitos outros figurinos de Michael em museus e em todo o mundo, em exposição. Eu sei que muitos irão se juntar a estes. Além disso, os fãs que os angariarem irão estimá-los para sempre. Michael não gostaria que eles ficassem embalados em algum lugar. Ele gostaria que as pessoas os apreciassem e agora eles serão capazes disso.

MJJC: E, finalmente, você afirmou recentemente: "É o meu trabalho, agora, manter vivo o legado de Michael e prestar homenagem a tudo o que ele fez para o mundo da música, seus fãs e ao meio ambiente."

Além de promover o seu livro, você pode compartilhar conosco que projetos relacionados com Michael Jackson e seu legado você gostaria de manter no futuro?

MB: Eu só quero fazer o que eu puder para preservar o legado de Michael Jackson, para deixar o mundo saber que ele era uma pessoa generosa, carinhosa e criativa. Ele era quem sempre vai deixar a sua marca, não só no mundo da música, mas sobre a humanidade. Nunca houve ninguém como ele e é difícil imaginar que nunca haverá alguém como ele, no futuro.

Fonte: 
http://www.mjjcollectors.com
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