Remember The Time: Protecting Michael Jackson


Bill: ''No final de agosto, recebi um telefonema de Raymone me dizendo que havia alugado uma van de luxo com motorista, a fim de levar Sr. Jackson e os filhos para New York.

Javon e eu o seguimos na caminhonete e nós iríamos ficar em um hotel cerca de uma milha ou assim do Cascios. Ela nos encontrou mais tarde, em New Jersey. O professor nos recebeu lá, também. As férias de verão acabaram e era hora de começar a escola novamente.

Antes de sairmos, nós tivemos que arrumar a casa em Virginia. Todo aquele equipamento de filmagem que ele tinha comprado. Os 4 ou 5 mil dólares em livros. A tela gigante do filme dos Simpsons. Arrumei tudo isso e colocamos em uma unidade de armazenamento

Michael Jackson tinha coisas armazenadas em todo o mundo. Ele tinha coisas em Londres, coisas na Califórnia. Ele teve quatro hangares de aviões em New Jersey e material completo de seus curtas e shows ao vivo. Ali estavam as unidades que pegamos, as sacolas para ele em Las Vegas, agora Virginia.

Ele acabava por comprar coisas em demasiado. Eu garanto que ainda existem pessoas com caixas de pertences de Michael Jackson em todo o mundo, porque ele tinha acabado de comprar as coisas aqui e ali e logo as deixava.

Quando íamos para Jersey, não houve nenhuma palavra sobre quanto tempo ficaríamos lá, se voltaríamos para Las Vegas, nada mais que por esse ponto, o que acabava de se converter em nossa rotina. ''Este é o lugar para onde nós estamos indo hoje. Amanhã, veremos.''

Javon: ''Os Cascios viviam naquela pequena cidade chamada Franklin Lakes, na saída da Rora 4 - apenas uma típica casa de família do subúrbio.

Eles foram muito acolhedores, muito, muito agradáveis. Encontráramos Angel antes, em Las Vegas, mas esta foi a nossa primeira vez para conhecer toda a família.

Nós trouxemos as crianças e Sr. Jackson, descarregamos as poucas bagagens que tinham trazido. Sra. Cascio nos ofereceu comida. Recusamos. Sr. Jackson disse que estaria bem sozinho na casa, por isso fomos para o nosso hotel.''

Bill: ''Houve uma noite antes de irmos para Virginia, já era tarde, talvez em torno das 02:30 da manhã, eu vi dois carros na casa onde Grace se alojava. Parecia estranho, então eu fui para uma das caminhonetes e passei.

No momento em que eu cheguei lá eu pude ver as pessoas andando pela casa. Eu chamei Grace e lhe disse, ''Grace, o que há de errado?"

Ela disse, "Nada".

"Está tudo bem?"

"Tudo está bem. Porquê?"

"Eu vejo um par de carros aqui."

"Oh, eu tenho alguns amigos que vieram."

Soou um pouco defensiva, então eu não insisti. Na manhã seguinte, Javon e eu estávamos tomando café da manhã no restaurante local e vi ali um cara alto e branco, comendo sozinho. Ele parecia ser do local. Realmente não parecia um cara que estaria de férias na terra dos cavalos. Acabei por fazer uma nota mental disso.

Um par de semanas mais tarde, quando chegamos a New Jersey, Sr. Jackson veio até mim e disse que sabia que tinhamos estado sob muita pressão ultimamente e Raymone tinha sugerido um terceiro membro, alguém chamado Mike LaPerruque. Ele costumava trabalhar como segurança em Neverland.

Sr. Jackson disse que não ia ser como os outros caras na Virgínia. Ele disse, "Mike não está vindo para assumir. Vem para ajudar. Ele costumava trabalhar para mim e ele sabe como eu gosto de coisas."

Eu não acho que precisávamos, mas se era o que Sr. Jackson queria, bem, eu disse, "Não tem problema, senhor".

Quando este cara Mile LaPerruque chegou, me chamou e me disse que ele gostaria de me conhecer. Então eu fui ao seu encontro no café da manhã e pensei que ele tinha a mesma altura do cara branco - o morador local que tinha sido visto rondando por Goodstone Inn.

Eu não disse a ele que eu o tinha visto na Virginia, e ele não mencionou que se encontrava na Virginia, mas eu sabia que era ele.

O que mais tarde eu soube, depois de falar com Sr. Jackson, era que, sem o conhecimento de mim mesmo e Javon, Raymone tinha travado um ataque verbal contra nós desde o dia em que ''empurramos'' seus homens da segurança para sair.

Sr. Jackson disse que ela tinha trazido Mike LaPerruque a Virgínia naquela noite para encontrá-lo. Ela queria convencê-lo a se livrar de nós e trazer esse cara como chefe de segurança, para a supervisão de sua equipe. Sr. Jackson disse que não. Ele acreditava que era uma boa ideia trazer Mike para ter um par extra de mãos por perto.

Uma vez que começamos a trabalhar juntos, eu percebi que para este homem se havia dito muitas coisas sobre Javon e eu. Ele falava como se ele estivesse lá para consertar as coisas. Se ele estava lá para consertar as coisas, então alguém deve ter dito a ele que as coisas estavam ruins e novamente teria que ser Raymone.

Se ele estava lá para nos espionar, ele não foi muito sutil. Ele dizia coisas como, ''Vocês sabem, os gerentes são tão importantes. Precisam saber quando o cliente está fazendo algumas coisas para que possamos mantê-lo fora da mídia."

Este blog tem dois depoimentos de Mike LaPerruque: 
01  02

Extraído do livro Remember The Time: Protecting Michael Jackson in His Finals Days escrito por Bill Whitfield e Javon Beard - ex-guarda-costas de Michael Jackson.

Fonte: http://mjhideout.com

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