Remember The Time: Protecting Michael Jackson


Javon: ''Você sempre sabia quando ele tinha dormido bem, porque quando você começava a trabalhar na parte da manhã, ele estaria muito amigável. Ele saía do almoço só para dizer ''Olá''. Em seguida, havia momentos em que ele passava dois ou três dias sem entrar em contato conosco sobre qualquer coisa. Começamos a nos acostumar com isso. Como, "Bem, ele está passando por sua fase silenciosa de novo."

Bill: ''Quando ele estava de bom humor, nós fazíamos o possível para conservar este humor. Quando atravessava um período de solidão ou ficava em silêncio, nós sabíamos disso. Outras vezes, pulava para dentro do carro, feliz, sorridente e otimista.

"Bom dia a todos - dormiram bem?"

"Sim, senhor."

"Bem... eu dormi como um bebê."

Quando algo estava errado: Ele recebia um telefonema. Algum tipo de notícia ruim. Algo. Haveria um silêncio total por 10 minutos, 20 minutos. Então, do nada, muito suavemente, "Por que simplesmente não me deixam em paz?"

Javon: ''Havia muitas noites em que nos chamava e dizia que queria ir de carro para a cidade. Não estava planejado; Ele tinha sido impulsionado por seu humor... Chamava Grace e lhe pedia para vir olhar as crianças, e uma vez que elas adormeciam, ele descia e nós saíamos.

"Um lugar onde o senhor queira ir em particular, senhor?"

"Não, apenas dirija. Quero olhar as luzes."

Nós dirigíamos do Sahara até o final da Tropicana, para dar uma volta em U e voltávamos pelo caminho que viemos. Às vezes, ele queria parar e assistir o show das águas no Bellagio e o vulcão na Ilha do Tesouro. Mas principalmente, andávamos em círculos ao redor da cidade por cerca de seis ou sete vezes.

Não dizia muito; não falávamos muito, também. Nós dirigíamos lentamente. Abaixava a janela um pouco, olhava as luzes, observava as pessoas. Nós fizemos isso, pelo menos, vinte ou trinta vezes.

Houve uma vez que passamos por um grande cartaz do Cirque du Soleil Amor - um show no Mirage, baseado nas canções dos Beatles, sobre as quais Sr. Jackson tinha os direitos. Ele viu e disse, "Quando isso começou?"

Eu disse, "Isto está aqui há pelo menos dois ou três meses."

Ele disse, "Porque ninguém me perguntou sobre isso? Como obtiveram permissão para isso?''

Ele ficou incomodado. Ele disse, "Eu tenho que dar alguns telefonemas."

Logo pediu para Bill se ele poderia arranjar-lhe para ir ver o show. Nós fomos. Ele disse que estava bem.''

Bill: ''O que ele realmente queria era ser capaz de sair e caminhar, por isso tivemos de encontrar um disfarce para ele. "Eu tenho tentado de tudo", disse ele. "Passei duas a três horas em sessões de maquiagem para não ser reconhecido, mas as pessoas sempre me reconhecem."

Foi quando me ocorreu a ideia do capacete de motocicleta. Nós o vestimos como piloto da cabeça aos pés e até mesmo usando um capacete de moto com um visor colorido. Ele disse que nunca tinha feito isso antes. Seria alvo de olhares, mas ninguém saberia que era ele, e há um monte de coisas estranhas lá fora, em um sábado à noite. Então eu disse, "Vamos colocá-lo.''

Esse disfarce deve ter custado cerca de seis centenas de dólares incluindo sua jaqueta. calças e botas. Nós entramos no carro, estacionamos no Bellagio, colocamos seu capacete e ele andou.

Nos mantivemos a uma certa distância para lhe dar espaço. Nós não queríamos chamar a atenção com a nossa presença. Javon e eu tínhamos roupas casuais. Sem fones de ouvido. Passeando. Nós caminhamos do Bellagio para o Excalibur, talvez seis ou sete quadras, que são blocos de comprimento da avenida principal, talvez cerca de um quilômetro e meio.

Fazia um calor como se lá fosse o inferno. Ele deve ter ficado a arder naquela coisa. A cada poucos minutos, nós perguntávamos, "O senhor está bem?''

''Eu estou bem, eu estou bem.''

Depois de termos andado por todo o caminho, Javon voltou para buscar o carro. Nos sentamos em um banco e esperamos para pegar. Sr. Jackson e que ele entrasse no carro. Quando ele tirou o capacete, o suor escorria pelo seu rosto. Mas à parte de suportar o calor, ele adorou. Ele estava animado, ''Ninguém sabia quem eu era!"

Ele estava surpreso com isso. Foi muito terapêutico para ele. Ele disse, "Eu precisava disso. Só precisava sair de casa e fazer uma caminhada."

Extraído do livro Remember The Time: Protecting Michael Jackson in His Finals Days escrito por Bill Whitfield e Javon Beard - ex-guarda-costas de Michael Jackson.

Fonte: http://mjhideout.com

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