Remember The Time: Protecting Michael Jackson


''Houve um par de vezes mais em que ele [Sr. Jackson] desapareceu para Los Angeles sem me avisar. Descobri mais tarde, através de Pedro Lopez, que cada vez que Sr. Jackson estava perguntando por mim e Javon, as pessoas lhe diziam que não conseguiam nos localizar.

Mas eu não estava recebendo chamadas não atendidas. Michael Amir tinha o meu número. sabia exatamente onde eu estava. Ele simplesmente não ligava para mim.

Logo veio o ponto em que eu não tinha mais o número direto do Sr. Jackson. E os iPhones que eu tinha preparado para ele e sua mãe em meu nome? As contas nunca foram pagas. Os encargos haviam chegado cerca de dois mil dólares, os telefones foram desligados.

Sra Jackson me chamou porque ela não podia entrar em contato com ele. Eu tive que dar o número de Michael Amir porque essa era a única maneira que eu teria para chegar até ele.

Às vezes, eu ligava para Michael Amir e dizia, "Ouça, eu tenho que falar com o chefe". Ele me dizia, ''Claro, eu posso anotar uma mensagem de sua parte''. E seria nesse tom de voz, o tom que você usa quando você está tentando enganar alguém por telefone.

Eu apenas dizia, ''Está bem. Peça a ele que ligue para mim.'' Mas eu tenho certeza que ele não lhe entregava as minhas mensagens.

Era estranho. Michael Amir tinha tomado a mesma atitude possessiva que Feldman tinha. Tanto quanto eu estava feliz por ficar de fora do papel de guardião, eu me senti desconfortável por não saber o que estava acontecendo.

As coisas começaram a ficar suspeitas para mim. Eu queria saber o que estava acontecendo. Talvez eu estivesse sentindo um pouco de ciúmes, mas eu sabia que Sr. Jackson poderia facilmente ser influenciado. Eu estava com ''a pulga atrás da orelha''.

Tudo começou em Palms, porque foi quando o dinheiro apareceu. Logo após o Natal, quando tinha feito este acordo. Foi uma das últimas coisas que eu levei quando toda a comunicação ainda estava acontecendo por meu intermédio. Aquela enorme transferência de dinheiro entrou.

Na época, eu pensei que talvez fosse um grande adiantamento para um concerto ou parte do acordo de Thriller 25. Mais tarde, soube que era um empréstimo. Essa consolidação de grandes empréstimos em que Raymone e Greg Cruz estavam lutando - o acordo finalmente tinha chegado.

Ao receber esse dinheiro, foi quando ele se mudou para a casa de Palomino. Isso é o que nos permitiu, finalmente, pagaram a mim e a Javon. Não todo o nosso dinheiro, por cerca de três meses. O suficiente para ter um pouco de fé.

Mas mesmo com este novo empréstimo, nunca recebíamos os cheques regularmente. Levaria dois meses, e você teria um pouco do seu dinheiro. Mais um mês, mais um pouco.

Não havia nenhuma organização. Falar com Londell e Michael Amir era como voltar para Raymone. Eles diziam, "Cara, as coisas estão ruins. Estamos tentando trabalhar em algumas coisas. Estamos tentando fazer com que todos recebam''.

Que seja. Não insisti porque eu tinha aprendido a não esperar nada diferente. Mas eu não acho que eles sabiam que eu sabia quanto dinheiro estava passando por suas mãos.

Um dos últimos documentos que eu trouxe para Sr. Jackson [enquanto estávamos deixando Palms] foi um fax que teria que assinar, autorizando certas transferências eletrônicas após a chegada do empréstimo.

Este documento tinha cinco páginas, página após página com nomes dos advogados, gestores, credores, bancos. Parecia que todos a quem Sr. Jackson estava devendo dinheiro estavam ali citados, e eles estavam todos de pé na fila para receber o pagamento.

As quantidades maiores iriam para fazer os pagamentos de empréstimos em atraso. Havia uma soma de 5.000.000 de dólares sendo transferida para o Investidor, 1,3 milhões de dólares para Signal Hill Capital.

Grande parte disso era para os honorários advocatícios. Havia 1,35 milhões de dólares para a assinatura de Greg Cruz. Para a assinatura de Londell, Dewey & LeBoeuf, conseguiram 1,5 milhões, ademais havia uma transferência de 276 mil dólares para ele mesmo, Londell.

A empresa de consultoria de Raymone levou 413,700 dólares e Raymone conseguiu pessoalmente uma quantia única de 487,570; esse foi o dinheiro que ela conseguiu para ir embora.

Havia até mesmo um pagamento de 775 mil dólares para cobrir seus impostos atrasados desde 2006, que estava levando seu dinheiro e não vinha pagando seus impostos.

Mais de 56 milhões saíram pela porta com uma assinatura. E isso foi apenas o documento de uma noite, por isso tinha de ser uma pequena parte do que estava acontecendo. Não que estivesse fazendo isso com a nova entrada. Isto veio de um outro empréstimo. Estava ''tomando de Pedro para pagar a Paulo''.

Era tudo parte da limpeza da casa. Quando conseguiu se separar de Raymone, todos esses novos manipuladores chegaram e este era o seu plano: resolver todas as questões pendentes para trazer novos negócios.

Comecei a ouvir muito mais falar sobre fazer um show, o montante que um concerto poderia gerar e onde seria o melhor lugar para fazê-lo. Essas conversas estavam acontecendo sempre, mas em geral, aconteciam ''ao fundo''. Agora, a conversa foi ficando mais forte, mais específica.

Agora as coisas começaram a ser em torno de: ''Michael Jackson vai voltar ao trabalho.'' Começa a ter muito mais atividade. Este mecanismo estava se abrindo. E desde que se abriu, mais pessoas viriam. Mais caras. Mais telefonemas.

Kenny Ortega, o coreógrafo, de repente, estava ''misturado''. Esse cara, Frank DiLeo, que foi gerente do Sr. Jackson na década de 1980, estava de volta. Eu nunca tinha ouvido o nome dele antes, mas agora estava de volta na cena.

Havia um monte de pessoas novas aparecendo na folha de pagamento. Esse cara precisa de 30.000 dólares para começar. Esse outro cara precisa de uma antecipação de quinze mil dólares para subir a bordo. O dinheiro está sendo preparado e todo mundo quer um pedaço.

Eu podia ver como o estresse chegava até ele. Havia um grande peso caindo sobre seus ombros. Eu me lembro de uma conversa que tivemos em Palms. Eu o havia levado de volta para o hotel, e nós estávamos no elevador indo para o seu quarto. Nós voltávamos de uma reunião que tinha celebrado um acordo. Eram, provavelmente, esses papéis do empréstimo, algo grande.

"À medida em que subíamos no elevador, ele - Sr. Jackson - tinha aquele olhar em seu rosto. Era como se ele estivesse se preparando para algo que sabia que estava para acontecer, algo que ele temia.

Ele disse: 'Você não estava aqui antes, Bill, então você não viu ainda. Mas você vai ver.''

"Ainda não vi o quê, senhor?"

"Os abutres", disse ele. "Eles vão começar a vir agora. Todo mundo vai querer alguma coisa e ninguém vai confiar em ninguém. Você está prestes a ver a feiúra das pessoas. Basta esperar."

Extraído do livro Remember The Time: Protecting Michael Jackson in His Finals Days escrito por Bill Whitfield e Javon Beard - ex-guarda-costas de Michael Jackson.

Fonte: http://mjhideout.com

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