The King of Style: Dressing Michael Jackson (10)


Michael, o negociante

''Dennis e eu aprendíamos constantemente a respeito do que influenciava Michael, no que se fixava, o que o movia. Íamos para as lojas e gastávamos milhares de dólares na compra de revistas de tudo o que é publicado a cada semana ou mês para levar ao apartamento de Michael em Westwood no Wilshire Corridor.

Somente as pessoas próximas a ele sabia onde ele morava e o pessoal que trabalhava no prédio teve que assinar acordos de confidencialidade, afirmando que eles não diriam a ninguém o seu local de residência.

Sentados no carpete com Michael, nós olhávamos página por página e quando algo chamava a nossa atenção, Michael nos dizia para colocar um "x" no canto da foto, a fim de marcar o local.

"Por que você parou aí?" Ele perguntava. Poderia ser um comercial de carro, a cor dos lábios ou qualquer coisa. Este era o processo educacional de Michael; em parte, um método socrático, em parte, atividade prática. A arte de fazer perguntas e procurar respostas expandia o nosso conhecimento do que motivava Michael.

Ele nos explicava o seu ponto de vista sobre a forma como a mídia tentava controlar o público, quando algo nos fazia parar e olhar, o que significava que tinha funcionado. E raramente eram as roupas que chamavam a nossa atenção.

Qual a cor que lhe faz parar? A pupila dilata quando você vê a cor vermelha, por esse motivo, era a cor favorita de Michael. Quais são as texturas e formas que nos chamam a atenção nos anúncios? Olhar para as técnicas eficazes de marketing foi fundamental para o nosso processo de design e nos ajudou a pensar com originalidade.

Michael Jackson olhava a moda de rua, especialmente. Ele gostava de alta costura, mas o seu vestuário também se destacava pela rebeldia. A pior coisa que você poderia fazer, de acordo com Michael, era combinar a gravata com o lenço. Isso significava falta de personalidade ou habilidade artística, porque alguns editor de revista ou estilista disse o que teria ou não teria que usar.

Nós estávamos em estado de alerta para o que era 'tendência'; porque era o que Michael queria evitar. "Eu quero que eles me copiem", disse ele enquanto ela virava as páginas das revistas. E o sentia a fundo. "Eu tenho que me destacar entre as massas."

Teríamos que saber o que estava acontecendo naquele momento, para que pudéssemos pensar no futuro. Comprávamos em muitos mercados, comprávamos tudo o que víamos porque não sabíamos como iria se encaixar em uma peça de roupa, até que experimentássemos. 

As lições de Michael impulsionaram a mim e a Dennis como artistas, porque nós olhávamos para algo e pensávamos, 'Onde isso vai levar? Onde isso levaria a qualquer outra pessoa? Será que as pessoas vão se fazer esta pergunta? Será que elas vão perceber? Irão se lembrar?'

Michael não achava que fosse prudente seguir o conselho das revistas de moda. Acreditava que os editores tomavam todas as decisões sobre o que as pessoas deveriam usar e ele não poderia apoiar essa ideia.

As pessoas do mundo da moda estavam sempre tentando vestir a Michael e ele dizia, ''Eu não quero ser um outdoor ambulante para uma empresa de marketing."

Por Michael Bush (estilista de Michael Jackson)
Extraído do livro The King of Style: Dressing Michael Jackson

Fonte: MJHideout

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