O pavão como símbolo de unidade


Na edição de agosto da revista Soul em 1979, Michael Jackson falou a respeito do simbolismo do pavão para sua música Destiny e álbum de mesmo nome, com The Jacksons:

"O pavão é um símbolo do que estamos tentando falar através da nossa música e foi escolhido pelo fato de que o pavão é o único pássaro que reúne todas as cores em um só. Ele simplesmente pode produzir esse brilho de fogo quando está ''apaixonado''. E é por isso que o utilizamos para nos representar através da nossa música. Para trazer todas as raças em conjunto através do amor. A política não pode salvar o mundo, de modo que as pessoas da música devem, pelo menos, tentar. As pessoas se reúnem por meio da música. Com a nossa música, tentamos transmitir o sentimento de amor e assim, relacioná-lo através do pavão."



"[...] A resposta de todo o mundo tem sido incrível. Muita gente não o vê na na capa de trás de Destiny. [...] Alguns recebem a mensagem, outros não. Mas uma vez que o fazem, todo mundo acha que é bonito. O significado é importante para mim e é uma das principais razões pelas quais eu faço o que faço. Se eu não pudesse trazer essa felicidade para as pessoas em todo o mundo através da minha música, eu não faria isso. Eu nunca poderia apenas gravar um disco para as pessoas comprarem e eu apenas ficar rico. Isso não é bom para mim. Tem de haver mais do que isso. Eu só gostaria que mais pessoas pensassem dessa forma.''


Em outra ocasião, Michael declarou:

"Você não ouve falar frequentemente sobre o pavão porque ele é o único pássaro de toda a família de pássaros que integra todas as cores em uma só. Esse é o nosso principal objetivo na música. Quando você vai aos nossos shows e você vê todas as pessoas lá fora e todos elas estão acenando com as mãos, e elas estão de mãos dadas e estão sorrindo e dançando. Todas as cores!''

No final de 1977, Michael foi para New York para começar a filmar The Wiz, depois de ganhar o papel de espantalho. Antes do filme ser lançado, ele voltou para o estúdio com seus irmãos para gravar seu terceiro álbum para a CBS.

Antes da gravação do novo álbum, Michael e os irmãos lutaram por um maior controle criativo. Eles terminaram a sua parceria com Gamble e Huff e assumiram o controle completo das composições, escolhendo, produzindo e executando o seu próprio material. Eles formaram a sua própria empresa de produção, chamada Peacock Productions e cada irmão formou a sua própria editora. Era o nascimento da própria editora de Michael: a Mijac Music.

O nome da empresa - Peacock Productions [Pavão Produções] - foi ideia de Michael, depois de ler um artigo em uma revista sobre as virtudes e cores deste pássaro. Michael queria representar essa ideia em sua música, de modo que todos sentiam o mesmo, independentemente de raça, credo e idade. Estas são as palavras em sua biografia Moonwalk:

''Você não encontra muitos artigos sobre pavões no jornal, mas por volta desta época eu encontrei o único que importava. Eu sempre pensei que pavões eram bonitos e admirava um que Berry Gordy tinha em uma de suas casas. 

Então, quando eu li o artigo, que tinha uma imagem acompanhando a de um pavão, e revelou muito sobre as características do pássaro, eu estava animado. Eu pensei que eu podia ter encontrado a imagem que estava procurando. 

Era uma peça detalhada, um pouco limitada em alguns lugares, mas interessante. O escritor disse que o pavão abre completamente o seu leque de penas somente quando ele está apaixonado, e depois todas as cores brilham – todas as cores do arco-íris em um corpo.

Eu fui imediatamente tomado com aquela bela imagem e o significado por trás dela. A plumagem daquele pássaro transmitiu a mensagem que eu estava procurando para explicar os Jacksons e nossa intensa devoção uns aos outros, bem como os nossos interesses multifacetados. 

Meus irmãos gostaram da ideia, então, nós chamamos nossa nova empresa de Peacock Productions, para contornar a armadilha de depender demais do nome Jackson. Nossa primeira turnê mundial se concentrou em nosso interesse em unir pessoas de todas as raças através da música. 

Algumas pessoas que conhecíamos perguntavam o que queríamos dizer quando falávamos sobre unir todas as raças através da música – afinal, nós éramos músicos negros. 

Nossa resposta era: “A música é daltônica.” 

Nós víamos isso todas as noites, especialmente na Europa e as outras partes do mundo que tínhamos visitado. As pessoas que conhecemos lá amavam a nossa música. Não importava para eles qual é a cor era a nossa pele ou que país nós chamamos de casa.''

12 comentários:

  1. Olá Rosane, bela matéria... parabéns!!! Não dá p/ comentar direito agora, espero poder comentar mais sobre isso, por enquanto só dá p/ dizer isso:

    https://www.youtube.com/watch?v=mWu15I56gvE Fantástico!! \o/!

    Bjs! Boa noite! :)

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  2. Ahhh... ainda tenho um tempinho, por quê será que este vídeo completo não foi vinculado na mídia, pelo menos eu não me lembro de ver essa versão sendo vinculada, na mídia como a outra versão, não é mesmo???? Tchau!

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  3. Oi Lady! Tanto o álbum Destiny quanto o Triumph são ótimos e essa música mantém o mesmo espírito de unidade que Michael e seus irmão tinham a intenção de compartilhar em suas canções. Hoje pode parecer coisa comum, mas há décadas atrás, eles estavam abrindo caminho para trazer essa visão humanista através de suas letras.

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    1. ...boa noite para vc também, angel! :)

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  4. Boa noite, Rosane

    Chegando de viagem e já encontro essa matéria maravilhosa, escrita pelo próprio Michael, que mostra que desde cedo ele já se importava pela união
    das raças àquilo que fosse bonito e levasse a alegria a todos. A escolha do pavão como referência ao trabalho do grupo foi perfeita, a citação "A musica
    é daltônica", engloba todo o encantamento, alegria e descoberta dos magníficos Jacksons, e se perpetuaram em Michael quando ele, sabiamente, seguiu carreira solo. Aí, ele pode ir além do encantamento, da alegria; ele
    simplesmente formou uma corrente entre os povos que aprenderam com ele como exteriorizar o verdadeiro amor ao próximo, como: acolhimento, solidariedade, compaixão... que contagiou a todos, em todo o mundo.

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    1. Ah... sabia que eu senti a tua ausência? :) Boa noite, Mari, que bom que chegaste bem de viagem!

      A música é daltônica, a arte também e todos nós deveríamos ser ''daltônicos'' em relação aos preconceitos.

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    2. Perfeito o comentário de Mari, assino embaixo.

      Matei a saudade do vídeo Can You Feel It. Eu sempre gostei de videoclipes fatásticos, com efeitos especiais e este vídeo dos Jacksons é maravilhoso e traz uma linda mensagem!

      Michael está lindo na capa da revista Soul, o anjo aos 21. :)

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    3. 21 anos e sorridente.

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  5. Obrigada, Rosane. Com certeza não haveria preconceitos se todos
    fôssemos daltônicos, olharíamos o nosso próximo apenas com os olhos do
    amor que Jesus nos ensinou. Afinal, somos todos filhos de Deus. Sabe,
    Rosane, quando criança eu ouvi muito os mais velhos em conversa, dizerem:
    "o pau que dá em Chico, dá em Francisco ..."

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    1. Eu não conhecia esse ditado aqui no sul, mas gostei dele. É a sabedoria popular.

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  6. Oi, Regina, eu amo Can You Feel It, e o clipe captou perfeitamente a letra
    da música, ficou lindo.

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