Depoimento de Kiki Chambers


Kiki Chambers é a mulher que lavou as roupas de Michael, limpou sua casa e testemunhou seu convívio com seus filhos. Ela trabalhou para o Rei do Pop no período de 1991 a 2003.

'Eu não quero que o mundo se lembre dele como uma pessoa doente, ele não era assim. Eu gostaria que ele fosse lembrado como um homem que queria fazer a diferença, e como um bom pai, porque eu senti que esse papel foi  o mais importante para ele.  Eu vi o preço pago por este homem que o mundo adorava. Fomos criados para adorar a Deus, e não suas criações' diz ela.

Hoje. Kiki Chambers vive em uma pequena cidade no oeste da Suécia. Um contraste muito grande com a Califórnia quente do rancho Neverland. Durante a entrevista ela puxou um computador e apresentou um vídeo no Youtube, que mostrava a casa de Michael Jackson no interior. Ela apontou para um lugar na cozinha, onde sempre tinha doces, mostra a escada, de onde ela caiu uma vez.

Em seguida, vieram os outros vídeos que mostravam como as celebridades diferentes chegavam. E ela servia a todos. 'Elizabeth Taylor foi sempre muito agradável quando chegava. Mas o restante dos convidados, não...' opina Kiki.

Ela acidentalmente conseguiu o emprego: 'Eu conhecia uma pessoa que trabalhava em Neverland. Falei brincando, que se precisassem de uma arrumadeira, que me chamassem. E assim aconteceu.'

Ela foi uma das funcionárias em período integral. Quando foi contratada, recebeu ordens estritas, por exemplo: 'não olhe nos olhos de Michael Jackson, nem inicie uma conversa com ele'.

Mas para Kiki, mulher direta e comunicativa,  era difícil de seguir as regras. Portanto, ela as vezes arriscava brincar com ele, e mesmo parecendo ter cruzado a fronteira, e vendo outros funcionários sendo afastados, ela permanecia.

'Uma vez ele me perguntou por que eu quase nunca falava com ele. Eu tive que falar que eram as regras. Então eu percebí que não era ele quem definia as regras.' recorda Kiki.

Ela se lembra de um Michael muito feliz,  que gostava de passar seu tempo brincando com os filhos em Neverland: 'Ele gostava de rir, ele estava aberto e ria com facilidade.  Após as acusações iniciais, que eram realmente falsas, foi quando tudo mudou. Ele não tinha  mais a mesma alegria.'

Ao longo do tempo, Kiki Chambers estabeleceu uma relação mais amigável com Michael Jackson: ' Ele disse que podia ouvir meu riso, mesmo quando ele estava do outro lado da casa.'

À noite aconteceu que eles se sentaram em uma sala para uma conversa mais longa. Ele pediu-lhe conselhos sobre as muitas pessoas que queriam estar com ele e desfrutar de sua fama. 'Ele me perguntou se poderia confiar nesta ou naquela pessoa. Era difícil, não era o meu negócio julgar as pessoas que o cercavam.'

Também foram chegando mais e mais médicos. Deram a Michael uma variedade de medicamentos prescritos. Kiki logo percebeu que estava acontecendo algo errado: 'Foi difícil. Eu era apenas uma funcionária da casa, como poderia intervir? O que eu poderia fazer? Eu orei a Deus: Por que estou aqui?'

Todos aqueles que trabalharam ao lado de Michael Jackson, tentavam manter segredo desses eventos porque sabiam que a mídia não perdoaria. Mas para Kiki Chambers foi difícil.

'Uma noite, alguém da minha chefia me disse que Michael tomou o medicamento. Mas algo deu errado, ficou claro para ele, e eu estava com medo. Após este incidente, eu disse a essa pessoa que se isso acontecesse novamente, eu iria chamar o 911 (Socorro), e eu não me importaria com as conseqüências. Eu não poderia continuar a viver, se ele morresse, de repente, e eu não fizesse nada.'

Como cristã, ela estava tentando surtir um efeito positivo sobre Michael Jackson. Ela deu livros cristãos a Michael. Kiki tem escrito uma linha a partir da Bíblia em um quadro na cozinha, pelo qual recebeu comentários favoráveis ​​dele: 'Quero que as pessoas saibam  que Michael acreditava em Deus, não havia dúvida'.

Uma vez Michael foi à cidade a negócios. Em um hotel próximo estava um amigo cristão de Kiki. Ela então perguntou a Michael se ele queria conhecê-lo, e ele disse que sim.

'Começamos a conversar, e quando tivemos que sair, meu amigo perguntou se poderíamos orar juntos. Juntamos nossas mãos e meu amigo começou a falar "em línguas". Eu mentalmente disse a Deus: "Eu realmente espero que você saiba que você está fazendo, agora."

Kiki Chambers
Quando saímos de lá, questionei sobre a língua em que ele havia falado. Michael então falou que ele havia falado em uma língua de oração, me explicou o que significava ¨falar em línguas¨. Eu estava ainda mais impressionada com a cultura que Michael possuía.

Quando aconteceu o ataque às Torres Gêmeas em Nova York, Michael ficou muito chocado. Ele reuniu todos os funcionários em casa, todos de mãos dadas. Então ele me pediu para orar a Deus. Eu estava confusa, mas ele continuou: "Vamos rezar, Kiki, vamos lá." Eu silenciosamente perguntei: "Senhor, ajuda-me!" e eu nem me lembro como eu rezava, então.

Sobre as acusações de pedofilia, Kiki Chambers está absolutamente convencida de que Michael Jackson é inocente de todas as acusações contra ele, e acredita que os pais estavam apenas correndo atrás de dinheiro.

'Como os pais deixavam esse filhos por tantas semanas longe de casa? É absolutamente irresponsável de sua parte. E as crianças tornaram-se manipuladoras. Eles perguntavam o que haveria no jantar, e depois pediam outras coisas, para nos dar mais trabalho. Eles vinham até nós e nos diziam para dar-lhes álcool, caso contrário, eles fariam com que fôssemos demitidos.' diz ela.

Todo o circo que a mídia fez levou Michael Jackson à depressão: 'Ele perguntou-me por que as pessoas o chamavam de Wacko Jacko. Fiquei muito preocupada com ele e foi muito doloroso para ele.'

Kiki Chambers disse que Michael Jackson era um homem muito complexo. Ele era um hábil  homem de negócios, mas ao mesmo tempo, ele poderia jogar fora quantidades enormes de dinheiro por causa dos "amigos".

Ele era tímido, mas admitia erguer estátuas de si mesmo: 'Ele realmente queria o amor. Ele queria ser amado.' Ela acredita que o mais importante para ele eram seus filhos. Ela disse que era um bom  pai, apesar do fato de que ele lutou com seu vício em analgésicos. Ele amava seus filhos, ele se sacrificou por eles. Então, ele era sempre muito atento às questões relacionadas com a sua educação, e assim passou a viver mais isolado.

Em 2003, Kiki Chambers parou de trabalhar em Neverland. A última vez que viu Michael Jackson foi durante seu julgamento em 2005, quando ela se apresentou como testemunha. 'Michael perguntou como iam as coisas, eu disse que tudo estava bem. Mas ele recebeu uma advertência por ter falado comigo.'

Depois disso, ele não teve mais contato com ele apesar do fato de que ela ainda tinha amigos que trabalhavam com ele. Todo o tempo ela orou por ele e esperava, mas em junho de 2009 ela recebeu o telefonema que temia:

'Ainda é doloroso falar sobre isso. Eu não posso falar que logo começo a chorar. Eu vejo seu rosto nos jornais e leio tantas mentiras sobre ele. Eu não sei como chegar a um acordo em todos os sentidos, mas eu oro a Deus e sei que Michael está em Suas Mãos.'

Fonte: michaelcomeback.mybb.ru