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| Popin' Pete com outro dançarino e Michael Jackson |
- Aulas particulares: Popin' Pete deu aulas particulares de popping — estilo de dança urbana baseado na contração e relaxamento rápido dos músculos — para Michael Jackson.
- Vídeos e curtas-metragens: Trabalhou diretamente com o astro em projetos icônicos, incluindo os clipes de Beat It (1983), o curta-metragem Captain EO (1985/1986), além de Thriller e Ghosts.
- Ponte cultural: Ele ajudou a trazer a energia e as técnicas autênticas das ruas para a dança pop de Michael Jackson.
"Toda vez que Michael Jackson se apresentava no set, ele cantava por cima da própria voz e aquelas caixas de som eram muito altas. Teve uma vez que ele parou a produção e disse: 'Eu preciso que essas caixas estejam mais altas'. E a gente olhando pra ele tipo: 'Como assim não estão altas o suficiente?'
Essas caixas já eram muito altas. Eles pararam tudo e foram buscar as caixas de show de concerto. Porque não estava alto o suficiente pra ele. Eles apertaram o botão e todo mundo ficou assim... estavam ensurdecedoras. E você ainda conseguia ouvir ele cantando por cima de tudo."
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| Michael Jackson e Popin' Pete |
Em outro momento, Pete relembra um conselho marcante de Michael:
"Pete, o que eu não entendo é quando as pessoas dizem que dão 100%. Eu digo: você não está dando 100%, você só está dando tudo de si. Eu começo em 100% e dou tudo de mim e vou embora. E eu vivo por isso até hoje."
"A razão pela qual eu começo em 100% e dou tudo de mim não é sobre energia. É sobre seu entendimento e sua busca. Não é sobre procurar a perfeição. É sobre a busca pela perfeição. Se você tem a busca pela perfeição, isso significa que você sempre vai dar tudo de si. Sua busca pela perfeição é o que você quer fazer. Isso significa que você está sempre buscando ser melhor do que foi ontem, hoje e amanhã."
Também havia um boato na cidade, Popin' Pete viu a oportunidade de esclarecer com Michael Jackson:
Quando eu tinha 17, 18 anos, havia um boato na área de South Central e Long Beach, Compton... as as pessoas diziam: "Acho que vi Michael Jackson em Compton" ... "Vi Michael Jackson em South Central."... "Acho que vi ele."
Eu sei que vi ele. Então eu pensei, aqui está a minha oportunidade. "Mike, posso te fazer outra pergunta?" Ele disse, "claro."
Tem um boato da época em que eu tinha 17, 18 anos - (na época eu já tinha 23) - as pessoas diziam que te viam em Compton e South Central e em L.A. dirigindo por aí e tal. E eu disse, isso é... eu achava que era só um boato.
Então ele deu uma risadinha. Sempre que o Michael dava risadinha, eu já sabia que ele ia contar a verdade. Ele fez tipo, é verdade.
Eu disse, "espera, espera, espera, espera. Você ia para Compton e South Central e tudo isso?" E ele disse, "é". Ele disse, "às vezes eu mesmo dirigia e às vezes alguém me levava."
Ele me contou que fazia isso com frequência porque queria se manter conectado com a sua cultura negra e com a comunidade. Queria ver... é por isso que no filme ele fala sobre sangue, sobre gangues, porque ele viu. Ele ia lá e via tudo e muita gente não sabia.
Então eu digo, é verdade. As pessoas diziam que te viram. Ele disse, sim, era eu.
Isso é tão incrível. Porque mesmo sendo um superstar naquele momento, ele tinha uma certa forma de isolamento, mas ele mesmo tomava a iniciativa de tentar se inserir de qualquer forma que pudesse.
Michael amava a cultura negra dele. Ele era um dos que sempre falava muito sobre isso. Na conversa que tivemos, ele disse, cara, a cultura negra pra mim é muito importante e representar o nosso povo é muito importante pra mim.</p>
Isso me deixa tão feliz de ouvir, porque crescendo... eu cresci nos anos noventa, mas crescendo nos anos noventa, eu via os Jacksons e o Michael Jackson como alguém que eu admirava, porque ele era um exemplo tão positivo de uma pessoa negra na América e do que eram as possibilidades. Então isso me deixa muito feliz de ouvir."
🚩 Nota do blog: Compton e Long Beach são cidades do Condado de Los Angeles, enquanto South Central é o antigo nome da região hoje chamada South Los Angeles, historicamente centro da cultura negra em L.A.
Curadoria, tradução e edição: Cartas para Michael © 2026. Proibida reprodução sem crédito.

