3 de julho de 2012

My Friend Michael (43)


'Apesar do circo que a mídia desencadeou  pelo incidente no hotel com Blanket, o Natal de 2002 em Neverland foi grande. Minha família estava lá, assim como Omer Bhatti e sua família, uma família da Alemanha com quem Michael tinha feito amizade, até Dr. Farshchian e sua família.

Nós todos amávamos os grandes Natais, com muita comida, presentes e as crianças correndo ao redor. Durante anos, tivemos o mesmo ritual de Natal. Nos meses que antecederam o feriado, Michael e eu sempre comprávamos os presentes juntos, às vezes convocávamos Karen para ajudar a encontrar o que tínhamos em mente.

Nós armazenávamos tudo o que tínhamos comprado no departamento dos bombeiros. Devido ao tamanho de Neverland e seu isolamento, os regulamentos de seguros ou de lei estadual da Califórnia exigiam que ele tivesse se próprio departamento de bombeiros no local, com um pequeno caminhão de incêndio ostentando um logotipo Neverland e com bombeiros em tempo integral.

O pessoal da equipe envolvia todos os presentes, rotulava cada um, conforme o seu conteúdo. Então, na véspera de Natal, Michael e eu gostávamos de escrever os nomes nos presentes e os colocávamos debaixo da árvore, em preparação para a manhã.

No dia de Natal, nós todos dormíamos, sabendo que não iríamos abrir os presentes imediatamente. Porque meu pai sempre teve que trabalhar na véspera de Natal, nunca abríamos os presentes até ele fugir para a Costa Leste.

Todo mundo se vestia... e então esperava. Prince e Paris eram muito pacientes, não só porque eles estavam acostumados ao ritual, mas também porque seu pai havia trabalhado duro para incutir neles um sentimento de gratidão e respeito. Quando meu pai chegou, Michael tomou seu lugar ao lado da árvore, entregando todos os presentes, ao estilo de Papai Noel.

Poucos dias depois da Véspera de Ano Novo, quando todo mundo tinha ido embora, Michael e eu passamos o dia assistindo a filmes e fazendo alguns trabalhos em seu escritório. No final da tarde, decidimos ir até a adega, que era o nosso acolhedor esconderijo secreto, abaixo da sala de jogo. A porta parecia ser parte da parede, então você tinha que saber onde ela estava, a fim de encontrá-la.

Dentro da adega, abrimos uma garrafa de vinho branco. Eu amo o meu vinho tinto, mas Michael preferia o branco. Naquela tarde, Michael e eu falamos sobre o futuro, e quais seriam as nossas metas para este ano que chegava. Desde o início, suas palavras eram arrojadas e ambiciosas, mas eu poderia ver o que ele queria dizer.

'Eu vou tirar a mim mesmo dessa bagunça financeira que todo mundo tem feito na minha vida', afirmou.

Esta foi a primeira vez que Michael tinha admitido abertamente para mim, ou tanto quanto eu sabia, a ninguém mais, que ele estava com problemas financeiros. O fato dele finalmente se dispor a encarar o fato de frente, foi surpreendente.

'Sim, a culpa é deles', eu respondi. 'Mas a culpa também é sua, por permitir que isso aconteça.'

'Eu precisava me concentrar em ser criativo', disse ele, com uma pitada de defesa em sua voz. 'Você sabe, quando eu fiz Off the Wall e Thriller, eu era o único que assinava cada cheque que saía. Tudo corria bem, na época.'

'O que mudou?' Eu perguntei, honestamente querendo saber. 'Por que você começou a deixar que outras pessoas lidassem com o seu dinheiro?'

'Ele ficou muito grande. Era demais para eu lidar', disse ele.

Embora possa parecer óbvia, essa admissão foi uma das únicas vezes que eu tinha ouvido Michael aceitar a responsabilidade pela situação na qual ele estava e pela disfunção da sua organização.

Mesmo agora, anos depois, é difícil entender por que ele estava tão hesitante sobre a discussão de problemas como estes, não apenas comigo, mas com qualquer um. Claro, alguns dos motivos se resume a sua desconfiança, mas para mim, aquela era apenas parte da equação.

Como uma pessoa que lutava para aceitar a realidade, Michael poderia isolar-se, ele poderia ficar em Neverland, ele poderia saciar seus caprichos, mas todos os elementos de seu estilo de vida eram habilitados por suas finanças. Dizer, em voz alta, que estes estavam em desordem tornou-se um problema real, que ele não podia mais evitar.

Quando Al Malnik encarregou-se de suas finanças, ele assegurou a Michael que ele iria tirá-lo da confusão na qual ele se encontrava. Mas Al me disse que ele também havia dito:

'Michael, eu não posso fazer isso, a menos que você faça a sua parte.'

Agora parecia que Michael tinha guardado as palavras de Al no coração. Ele tinha participar, para que as coisas mudassem. O bem-estar contínuo de seus filhos, mais que tudo, o obrigou a enfrentar o que ele tinha evitado por tanto tempo.

Falamos um pouco sobre meus planos. Eu ainda estava tentando descobrir o que eu queria fazer da minha vida, mas agora Michael disse: 'Você sabe que eu sempre posso usufruir da sua ajuda. Você é o único que ficou, lembra? Nós podemos trabalhar juntos, novamente.'

'Sim' eu disse 'nós poderíamos fazer isso.'

Naquele momento, eu percebi que a maioria das pessoas na organização com quem eu tinha problemas já não estavam na foto; Michael e Al Malnik tinham se livrado delas.

Michael e eu não tomamos nenhuma decisão, mas a realidade é que quando eu estava com ele, em Neverland, eu estava de volta na minha zona de conforto, e eu não estou falando apenas da adega de vinho, embora eu certamente me sentisse confortável lá.

Eu conhecia os meandros do trabalho, exatamente o que Michael queria e como queria que as coisas fossem feitas. Trabalhar com Michael era minha zona de conforto. Foi um momento agradável. Ambos, de certa forma, estavam numa encruzilhada. Eu tinha me ramificado desde que deixei de trabalhar para Michael, mas agora eu estava achando meu caminho de volta.

Ele tinha terminado um álbum e estava enfrentando as duras verdades da sua situação financeira, e se sentia energizado sobre começar de novo. Sentamo-nos na familiaridade tranquila da adega, ruminando sobre nossas vidas, como havíamos chegado onde estávamos, e para onde nós iríamos, a partir daí.'

15 comentários:

  1. Então... se pessoas que antes estavam lá e já não estavam mais, é porque alguém mais experiente entrou em cena e atitudes foram tomadas.
    Tudo teria caminhado melhor se não fosse o outro capeta: Bashir.

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    1. Esse Bashir já começou a pagar pelos seus pecados, pelo que eu andei lendo. Deus é que sabe melhor a medida exata da sua maldade.

      O nome é maldade, mesmo. Não se brinca com a vida e a honra das pessoas, em nome de audiência. Ainda mais com o nome de um humanitário - dos maiores.

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    2. Wendy e Rosane: Pq exatamente Dileo saiu da organização de Michael? o q houve..? E como ele voltou a trabalhar com Michael depois? Outra curiosidade minha: tenho visto muitos fãs xingando o Frank, tentando convencer outos a não apoiar Frank..tudo por causa do "Michael"..oq vcs acham sobre essa discussão..? Desculpem as perguntas..rsrs..gosto de sempre ler o q vcs escrvem e a opinião tbem..bjss ;)

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    3. Miss you.. não se tem certeza do motivo de Michael ter demitido Dileo, a hipótese mais provável é que Michael esperava mais resultados do filme Moonwalker, tinha o desejo de se voltar para a área do cinema, enquanto o Dileo estava direcionado para o show business, álbuns e concertos.

      Quanto a Cascio.. Em primeiro lugar, porque Cascio não depôs no tribunal, no julgamento de Michael. Foi por isso que eu publiquei ontem a matéria com o Thomas Mesereau (advogado de Michael) onde o mesmo esclarece que Frank não depôs porque simplesmente não foi necessário. Thomas desejava levar o caso a júri popular, pois tinha certeza da absolvição. Se o caso se arrastasse por mais alguns meses, aí sim, Frank e outras testemunhas extras seriam chamadas. Os fãs de Michael que o criticam acreditam erroneamente que ele simplesmente fugiu da área!!

      Em outra entrevista do Frank publicada aki no blog (vc as encontra no marcador ''my friend Michael'' ) Frank declara..
      'Me machuca que as pessoas digam que eu não estava lá para apoiar o meu amigo quando ele mais precisava de mim e que eu não testemunhei. Foi um alívio quando Thomas ( o advogado..) confirmou este fato porque ele não tinha que fazê-lo e ele o fez. Foi tal o peso dos meus ombros. Cerca de duas semanas atrás, eu estendí a mão para ele, porque nós dois fizemos o documentário de David Gest e disse-lhe que fez um grande trabalho.'

      Agora, Missyou, certamente os fãs que acusam Frank não sabem disso. é mais fácil acusar, não é?

      Outro motivo foi o conteúdo do livro de Cascio - alguns chamam revelar essas histórias como uma ''traição'' a intimidade de Michael. Por favor!! Quem acompanhou o livro desde a primeira postagem aki no blog, comprova que Frank sempre se referiu a Michael como seu professor e mentor nesta vida, e nessas postagens atuais e nas próximas, ele se concentra em testemunhar na inocência de Michael frente as acusações de Bashir e cia.

      (Existe ainda outro assunto polêmico - mas não vou me adiantar.)

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    4. (Wendy.. sobre o Di Leo, vc pode complementar minha resposta? Outro dia ainda vc falava comigo sobre ele..)

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    5. sim, entendi..sabia por alto desse fato..mas alguns acham q no CD "Michael" não éa voz original do Michael nas 3 canções..e q o Frank manipulou e se uniu a sony pr se dar bem $ com esse CD ...eu tenho o CD..ouço e penso q é MJ cantando..enfim..#brigadim flor :)

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    6. quem se diz testemunha das gravações no estúdio na casa dos cascios, é o Eddie - irmão do Frank. Pra mim, é o Michael, sim. Mas cada um, cada um... bjo flor

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    7. Miss you... estou de pleno acordo com o que foi dito pela Rosane sobre Dileo, o livro e a pessoa de Frank Cascio.
      Frank Dileo, assim como o advogado John Branca e o produtor Quincy Jones permaneceram na equipe de Michael até o final da década de 80 e saíram praticamente juntos.
      Todos eles eram peças-chave nos trabalhos de Michael. Estas saídas denotam um claro desejo dele em ter mais liberdade artística, profissional e trilhar novos caminhos.
      Dentro deste contexto, ele deixaria de fazer turnês e faria uma transição para a indústria cinematográfica, o que significava trabalhar com diretores desta área como Spielberg, F. Ford Coppola e outros. Ele não deixaria de gravar discos, mas turnês já não era o que ele queria fazer.
      O filme "Moonwalker" não teve os resultados esperados, o que pode ter contribuído para que Michael tivesse certeza de que seria melhor trabalhar diretamente com os cineastas, pois aprenderia muito com eles também.
      Frank Dileo não estava dentro deste perfil, pois funcionava mais como empresário e produtor de shows. Talvez ele pudesse ter permanecido somente como empresário, no caso de Michael parar de fazer turnês.
      Não houve brigas, apenas uma opção de Michael em seguir seus sonhos ligados ao cinema.
      O contrato de Michael com a Sony no início de 91, foi renovado tendo como um dos projetos, a produção de filmes com a Columbia Pictures, parceira da Sony, o que reforça esta teoria.

      Em 2005, Frank Dileo concedeu entrevistas defendendo Michael com veemência, inclusive no dia do veredito.
      Ele - Dileo - voltou a ter contato profissional mais próximo com Michael em 2007/2008.

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    8. Obrigada, Wendy... sempre enriquecendo nossos conhecimentos!! .....♥............♥..........♥...........

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    9. Sobre Frank Cascio, se há indignação e debates em torno dele, deveria haver primeiro, indignação e debates em torno de nomes com Jordy Chandler, Gavin Arvizo, Daniel Kapon, Jason Francia, Joseph Bertucci, Terry George, as vítimas fabricadas pelos haters para destruir Michael Jackson.
      O livro de Frank Cascio representa o papel que a família Cascio foi para Michael, a sua segunda família. Não é a história de uma única pessoa que um dia conheceu e trabalhou para Michael. É a história de uma família inteira, com a particularidade de ter em Frank Cascio a pessoa que mais esteve próxima a ele.
      Michael Jackson não manteria laços de amizade com esta família por cerca de 25 anos se relamente não fosse importante e significativo para ele, e muito menos passaria Natais, delegaria seus filhos aos cuidados dessas mesmas pessoas.
      Michael viveu momentos com essa família que compensaram parte de sua perda da infância e a oportunidade de viver em um meio familiar totalmente à parte do showbusiness, onde ele pode se sentir uma pessoa comum, como todos nós e não uma estrela, uma celebridade. Era apenas o Michael ali.
      A família Cascio é totalmente pró Michael, não há o que se preocupar.

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    10. Se o álbum Michael fosse realmente falso, não teria os próprios filhos de Michael no encarte do álbum. E prá mim, o álbum é maravilhoso, do começo ao fim.

      A Sony pagou uma fortuna para renovar o contrato com Michael e seria mais um tiro no pé da gravadora lançar um álbum com músicas falsas.

      Ao meu ver, o álbum Michael + o livro do Frank Cascio foi a apresentação oficial da família Cascio ao mundo com a import6ancia de ser a segunda família de Michael. Veja as fotos que estão nesse livro, os relatos sobre Neverland, o Michael pai, o Michael família...

      Tudo isso compõe uma PROVA REAL de quem realmente foi o verdadeiro Michael Jackson.

      Só para complementar o raciocínio sobre Frank Casxio, é bom lembrar que ele começou a trabalhar para Michael en 1999 e, assim, pegou a parte mais difícil da vida de Michael. Se fosse em qualquer outra época anterior, teria sido bem melhor.

      E ele teve que aprendeu na prática a lidar com esses tubarões da indústria fonográfica, e trabalhando com ninguém menos do que Michael Jackson, o artista mais visado do planeta.

      Então, há que se ter em mente que esse livro, para nós fãs, é um aliado e não um motivo de preocupação.

      Veja quantos livros foram publicados por haters e quantos artigos de revistas, jornais, programas de tv, todos difamando, acusando e CRUCIFICANDO Michael.

      Nós não podemos nos dar ao luxo de ficar escolhendo, sabe? Temos que pegar o máximo possível de informações que nos dê embasamento para limpar definitivamente o nome de Michael dessa sujeira toda. E este livro certamente nos ajuda a fazer isso.

      Bjos, espero ter ajudado a esclarecer alguma coisa.

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    11. Obrigada!!! Concordo plenamente com teus pensamentos, amiga ..............

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    12. Wendy, obrigada..esclareceu sim...Sempre gostei do Frank, e claro..esse livro dele nos remete ao mundo q eles viveram..o Michael pessoa, e não o super star, como vc mesma disse...é muito gratificante ter conhecimento desses episódios, conhecer o Michael dessa forma..só os Cascios (Frank) pr dividir conosco essas particularidades..adooro..Concordo com vc, em relação ao livro, e ao CD tambem...mas já vi discussões homéricas, campanhas contra o CD e tdo mais ne?? Mas tenho minha opinião formada tbem..bjsss

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  2. Gostei dessa conversa de Frank com Michael sobre suas finanças e ao que parece uma coisa rara, a dificuldade em falar desse assunto é delicada para ele e que tem origem na sua conhecida desconfinça. Então ele ter falado disso pra alguém é um passo grande para tentar resolver seus problemas financeiros!

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    1. Sem duvida Rosane e se aproximando os momentos cruciais na vida de Michael, a gente fica em expectativa, espero que amanhã tenha mais. Abraços!

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*Bem-vindos, Moonwalkers! Este é um espaço de amor à memória de Michael Jackson. Os comentários são moderados e estarão visíveis tão logo eu esteja on-line. [Rosane, administradora]