Remember The Time: Protecting Michael Jackson


Bill: ''Uma noite, depois que tínhamos estado em New Jersey por um tempo, tivemos que pegar Sr. Jackson na casa de Cascios e levá-lo para se encontrar com Londell McMillan, outro desses poderosos advogados do entretenimento.

Londell trabalha para Prince, Stevie Wonder, Lil 'Kim e ocasionalmente tinha feito alguns trabalhos para Sr. Jackson no passado. Eu sabia de Londell por outros clientes para os quais ele tinha trabalhado, mas eu não tinha ouvido falar seu nome associado com Sr. Jackson até aquela noite.

Eles se encontraram em um shopping center na rota 4, no State Plaza Westfield Garden. Paramos para estacionar e Londell chegou em seu veículo e o deixou próximo ao nosso. Era cerca de nove horas e já estava escuro, começando a ficar frio.

Londell subiu na parte posterior com Sr. Jackson, e Javon e eu saímos e permanecemos fora para deixá-los falar sobre o que eles tinham que discutir. Eles assinaram alguns documentos. A coisa durou menos do que meia hora.

Depois disso, eu comecei a ouvir o nome de Londell onde antes eu costumava ouvir o de Raymone. Era sempre ''Ligue para Raymone", antes disso. Agora era "Ligue para Londell". Eu tenho a sensação de que este foi o começo do fim de Raymone.''

Michael e Londell no aniversário de Jesse Jackson
Javon: ''Enquanto estávamos na Virginia, o reverendo Jesse Jackson tinha vindo para uma visita. Ele era um velho amigo da família e enquanto estava lá, tinha convidado Sr. Jackson para participar de sua festa de aniversário a ser realizada em Los Angeles na primeira semana de novembro. Estávamos a dois, talvez três dias daquilo e Sr. Jackson disse que queria ir, que tinha prometido a Jesse Jackson estar lá.''

Bill: ''Como chegar a Los Angeles foi uma história por si mesma. Em primeiro lugar, Sr. Jackson queria que fôssemos dirigindo. Queria alugar um ônibus de luxo e passar alguns dias na estrada.

Ele também me pediu para começar a olhar casas para alugar em Las Vegas, e ele me deu instruções específicas para não contar à Raymone que eu estava olhando as casas. Então eu comecei a fazer chamadas para os agentes imobiliários, eu consegui alguns anúncios e os imprimi para Sr.Jackson.

Em seguida, com a viagem, tudo paralisou completamente. Liguei para Raymone para discutir o itinerário da viagem e ela disse, ''Isso não vai acontecer. Eu não sei como vocês vão retornar à Costa Oeste."

Eu disse, "Você quer dizer que não sabe como vamos chegar ao aniversário de Jesse Jackson ou não sabe como vamos sair de New Jersey?"

Ela apenas disse que não poderia permitir, que ele não tinha dinheiro para que fôssemos todos. Ela disse que talvez eles poderiam se dar ao luxo de voar apenas Sr. Jackson e os filhos, sem segurança, professora ou qualquer outra pessoa.

Eu disse ao Sr. Jackson o que ela me propôs e ele disse, ''"É uma ideia idiota. Ela é uma idiota. O que se passa com vocês? Quem vai proteger meus filhos? Não."

Ele me disse para chamar Londell. Londell era quem decidia agora. O chamei e lhe contei toda a história. Londell chamou a Jesse Jackson, que concordou em colocar o dinheiro para que pudéssemos viajar e ficar em Los Angeles. Também fizeram os arranjos para que nós, Mike LaPerruque, Sr. Jackson, seu estilista, as crianças e a professora voássemos para Los Angeles três dias antes da festa.

Nosso voo comercial. Nós dirigimos para o aeroporto JFK em New Jersey, combinei com algumas pessoas que conhecia para eles nos encontrar no aeroporto e levar os carros para a casa dos Cascios; o plano era que nos enviassem a Las Vegas para que pudéssemos usá-los quando voltássemos lá.

O cachorro de Prince teve que ser enviado, também. Poderíamos levar o gato no avião ou em um veículo, mas Kenya [a cadela] teria que ficar com os Cascios e nos ser enviado posteriormente.

Prince clamou com seus olhos quando ele teve que deixar Kenya para trás. Ficou no banco de trás, chorando todo o caminho para o aeroporto. Perguntei ao Sr. Jackson, "Ele vai ficar bem?"

Ele disse: "Sim, ele vai ficar bem. Só está chateado, mas eu disse a ele que você vai cuidar bem da Kenya. Vai cuidar dela, não vai?''

"Sim, senhor."

No JFK, encontramos com os funcionários da segurança do aeroporto. Eles sabiam que estávamos chegando e Sr. Jackson e os filhos foram levados diretamente para o avião. Mike LaPerruque e Javon os acompanharam até a porta.

Eu fiquei com as malas. Sr. Jackson disse, ''"Bill, se assegure de contar as malas, porque muitas das minhas coisas têm desaparecido nos aeroportos."

"Sim, senhor."

Havia cerca de trinta malas. Eu estava de olho especialmente onde os Oscars estavam. Ele também tinha uma maleta Louis Vuitton e outro de couro com todas as suas jóias e maquiagem. Aqueles dois caras do TSA examinaram cada mala.

Eu estava assistindo e seguindo adiante. A Louis Vuitton foi a pior. Eles estavam escaneando ela e disseram, ''Senhor, nós não podemos ver dentro desta maleta através do nosso scanner. Nós teremos que abrir ela.''

Eu disse, "Eu não tenho a chave e não sei a combinação."

Eles disseram, "Nós não precisamos de as chaves para abrir. Podemos...?"

"Claro."

Eles a abriram. Eu não podia ver o que eles estavam vendo; estavam no outro lado do scanner. Mas abriram aquela maleta e um cara olhou para o outro, e esse homem levantou os olhos e olhou para mim com um olhar confuso, com os olhos bem abertos.

E eu, estava nervoso? Eu não sabia o que havia na maleta. Eu estava me preparando para dizer, "Essa m**** não é minha", quando eles disseram,''Senhor, poderia passar por aqui? Não se preocupe com a sua maleta, senhor, apenas nos acompanhe.''

Eu ainda estava tirando coisas dos bolsos; Eu não tinha passado pelo detector de metais ainda. Eles disseram, "Não se preocupe com os seus bolsos, senhor. Apenas passe.''

Eu fui para o outro lado e resultou que na maleta havia cerca de 300.000 dólares lá. Em pilhas de dez mil dólares. E aqueles dois caras não sabiam quem eu era. porque Sr. Jackson havia passado separadamente.

Eles pensaram que aquilo era meu. Meu primeiro instinto foi correr. Minha mente se lembrou do gueto, sabe? Eu sou um homem negro no aeroporto com uma maleta cheia de dinheiro. Eu não sabia o que fazer. Eles disseram, "Você tem uma explicação para isso?"

Enquanto me falavam o que eu teria que fazer e que eu precisava chamar, a gerente que tinha acompanhado Sr. Jackson passou caminhando atrás. Eu acenei e disse, ''Senhora, poderia dizer a eles quem eu sou?"

Ela olhou para baixo, viu a maleta e disse, ''Oh, você está com..." Ela fez um gesto em direção à porta. "Certo. Está tudo bem." Ela se virou para os dois agentes. "Ele está bem. Permita a sua entrada.''

Eles me deixaram passar, me entregaram a bagagem de mão e se dirigiram para a porta. Que alívio! Eu pensei que seria ser preso. Eu não sabia o porquê.

Voamos para Los Angeles e nos encontramos com um serviço de carro e um par de outros caras que trabalhavam na segurança para Jesse Jackson. A professora, a cabeleireira e eu ficaríamos em um hotel na área do aeroporto. Sr. Jackson e os filhos estavam hospedados como convidado de um amigo de Jesse Jackson, em Beverly Hills.

Mike LaPerruque era de Los Angeles, então ele ficou em sua casa e ele não morava muito longe. Javon tinha o seu pessoal em Los Angeles também; ele ficou com a avó. Levei Sr. Jackson e os filhos para a casa e depois fui para o hotel.''

Extraído do livro Remember The Time: Protecting Michael Jackson in His Finals Days escrito por Bill Whitfield e Javon Beard - ex-guarda-costas de Michael Jackson.

Fonte: http://mjhideout.com

21 comentários:

  1. Depois de dois meses em Nova Jersey, Michael Jackson sofreu dois golpes pesados. Em outubro, O xeque Abdullah do Bahrein entrou com um processo contra MJ em Londres, pedindo a devolução de US $ 7 milhões que ele pagou por um álbum nunca entregue. Michael insistiu que ele tinha sido levado a assinar um contrato cujos termos não foram totalmente explicados.

    Poucos dias após a reclamação, Fortress Investment Group fez uma moção para executar a hipoteca de Neverland. Michael tinha uma hipoteca de 23.000 mil dólares na propriedade, além de 212,963 dólares em juros. Ele tinha apenas 90 dias para liquidar a conta, ou Neverland seria vendida pelo maior lance.

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  2. Oi angel, boa tarde!

    Incrível, cada vez mais me impressiono c/ esta história do Michael, agora algumas coisas estão fazendo sentido p/ mim, pois me lembrei q li uma entrevista do Lionel Richie, qdo ele veio ao Brasil em 2010, em entrevista q ele concedeu a um jornal, onde ele declara estar desolado e chocado c/ tudo q havia acontecido, e fala sobre ter conversado c/ o Michael e dito a ele, q ele tinha q ser uma lenda viva e o Michael responde q "o que importava era manter a carreira e sobreviver aos negócios"... O Lionel concluiu dizendo que: "as coisas p/ o Michael tomaram uma proporção maior do ele e o sufocaram, que era muito difícil q conseguisse ter o controle de tudo, e ainda diminuir o ritmo e ter uma vida mais tranquila, ou seja eu entendi como, que para ele seria difícil colocar o pé no freio e aproveitar mais a vida, deixando um pouco de lado as preocupações c/ negócios, carreira e tudo mais. Ele lamentou muito e disse que foi uma perda irreparável p/ o mundo.
    Eu vi tbém entrevistas dele na tv e se ñ me falha a memória ele repetiu a mesma coisa. Fiquei impressionada c/ essa declaração na época, pois da forma q ele falou, transmitiu uma angústia, uma melancolia, e agora c/ a leitura desse livro, as coisas ficaram mais claras p/ mim.
    É lamentável, muito triste saber de tudo isso q o Michael teve q passar, não tenho palavras! :(:(

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    1. Boa tarde, angel! :)

      Eu também sempre penso no fato de que isso era o que os seguranças testemunhavam, e tudo o que ainda acontecia fora da vista deles? Deve ter muito mais coisa pesada, com as quais Michael teve que lutar e superar.

      Lionel Richie sempre foi um amigo fiel, eles se conheceram quando Michael ainda estava na estrada com os irmãos.

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  3. Gente foi tanto golpe baixo que o Michael teve que suportar e que agora estamos tendo conhecimento dos detalhes que nem sei mais o que comentar.

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    1. Daria um filme, Verônica... ou melhor, uma série. :-O

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  4. Não vejo a hora que este livro seja traduzido para o Portugues.....

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    1. Eu não acredito que será. Tomara eu esteja enganada.

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    2. Também não tenho esperanca, apesar de querer muito. Essa semana mesmo procurei em vários sites mas não tem.

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    3. É porque se trata de um livro positivo. O livro do Cascio foi uma exceção, eles o publicaram no Brasil apostando que uma ou outra passagem ''polêmica'' faria vender muito.

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  5. Mas pelo que li eles ( os seguranças ) já estão vendo isso.. parece que será traduzido sim em vários países, inclusive o Brasil.. só que demora um pouquinho...

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    1. Eu não li a respeito, eu fico na torcida para que se concretize.

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  6. To sdorando seu blog, Rosane... Parabéns! beijão...

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    1. Que bom, obrigada Zezé. Bjs, :)

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  7. Olá, Rosane

    Parece coisa de filme tantas situações desagradáveis que Michael teve que passar, as pessoas só visavam o seu dinheiro, não sei como ele teve controle psicológico para passar por tantos contratempos. Graças à fidelidade de Biil e Javon, está vindo às
    claras que Michael não era a pessoa insana, como muitos queriam que se acreditasse, a verdade é que ele sempre esteve
    cercado de gente muito interesseira.

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    1. Boa noite, Mari! :) Seria maravilhoso se ele tivesse pessoas de confiança para administrar seus bens e ele pudesse ter sua mente livre somente para se dedicar à sua arte. :)

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  8. Tudo isso é muito triste e sabe o que é pior? da missa não sabemos a metade!!! Cada pessoa que conta um pouco sobre a rotina/vida dele já nos deixa arrasadas. Imaginem se o próprio Michael pudesse contar tudo o que passou????
    Realmente ele tinha pele de rinoceronte, como sempre dizia.
    Eram problemas e maldades vindo de todos os lados, não sei como ele suportou isso tudo e sempre retribuindo com sorrisos e generosidades...

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    1. Eu penso se ele escrevesse um livro sobre tudo, tudo, dando ''nomes aos bois'' como se diz... se ele ainda estivesse aqui e resolvesse contar a sua real história. ;(

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  9. Rosane, muitos fatos foram juntos com ele, ninguém nunca saberá a história real. Nós (fãs) temos apenas algumas peças do imenso quebra-cabeça, pessoas que conviveram com ele... mais algumas... mas somente ele tem todas.

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  10. Boa noite, angel do Michael.

    Lamentável o que aconteceu com Michael e seus filhos após o julgamento.
    "Ele também me pediu para começar a olhar casas para alugar em Las Vegas, e ele me deu instruções específicas para não contar à Raymone que eu estava olhando as casas."
    Parece que foi difícil se livrar dela. E pensar que tudo isso começou com o documentário de Bashir. Mais uma vez, lembro que Frank Cascio havia começado a trabalhar para Michael, estava descobrindo e combatendo a roubalheira que rolava solta entre o pessoal que trabalhava com o nosso anjo, que o médico francês estava realmente cuidando dele e que ele estava envolvido em vários projetos. Frank também citou em seu livro, que um empresário lhe ofereceu propina quando estavam negociando um contrato. Imagino o quanto isso costumava acontecer! 7:P
    A maldade de Bashir e as artimanhas de Sneddon fizeram com que Frank se afastasse de Michael e brigasse com seu irmão Eddie. Muito triste! :(

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    1. Boa noite, angel! :) Eu me lembro sim, sobre essas passagens com o Cascio, foi tudo tão dificil! :(

      Michael também teve que desembolsar um dinheiro volumoso para se desvencilhar do seu contrato com Raymone. :(

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd

*Bem-vindos, Moonwalkers! :) Os comentários são moderados e estarão visíveis tão logo eu esteja on-line.
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