Remember The Time: Protecting Michael Jackson


Bill. ''Em janeiro, uma vez que enviamos a maioria de seu material para Los Angeles, em Las Vegas não havia muito a fazer. Recebíamos uma chamada - uma vez por semana ou menos - de Peter Lopez ou Michael Amir, alguma mensagem para Sr.Jackson, mas era isso. Javon e eu começamos a fazer algum trabalho em tempo parcial para outros clientes, para preencher as lacunas.

Eu estava em uma posição difícil. Uma parte de mim sentia que deveria estar em Los Angeles, cuidando a sua guarda. Eu estava executando recados e verificando o portão principal para a recepção de documentos e manipulação de informações delicadas, e ele tinha fé de que eu não iria vendê-lo para os tabloides.

Eu senti como se ele confiasse em mim, e é bom sentir que alguém confia em você. Ele tinha tão pouca fé em outras pessoas, eu gostei de dar a ele a sensação de poder confiar em alguém. Ele conhecia alguns dos caras da equipe de segurança em Los Angeles. Ele poderia ter vindo para eles, falar com Pedro Lopez. Ele não o fez.

Tenho orgulho de trabalhar para Michael Jackson, para Sr. Jackson. mas isso foi na Virgínia. Aquela era uma época diferente. Ele já não era Sr. Jackson. Este era agora o ''modo Rei do Pop''. Eu não conheço esse cara. Era um mundo do qual eu não queria participar. Ver o que estava acontecendo. Você vê aquelas pessoas que vêm para ele de todos os lados, todos com as mãos estendidas. Eu não gostava daquelas pessoas e eu não confiava nelas e eu não queria trabalhar com elas.

Continuamos a ouvir que isso era apenas uma trégua, que iríamos voltar a trabalhar em breve, que algo iria acontecer em Londres que implicaria em uma viagem ao exterior. Eu não acreditei em nada disso naquele momento.

Isso era algo que eu aprendi rapidamente no mundo do Sr. Jackson. Você não vai acreditar em nada até ver o que acontece com seus próprios olhos. Era algo que eu também estava ouvindo nas notícias. Quando se tratava de Michael Jackson, a mídia sabia pouco sobre o que realmente estava acontecendo; Apenas circulavam muitos rumores e boatos. Eles falavam de algo grande no horizonte, sobre uma turnê. Além disso, [diziam que Michael] estava mal quase o tempo todo.

Eu estava realmente com ele quando soube que ele tinha morrido - a primeira vez que ouvi que ele estava morto. Estávamos na Virginia, dirigindo. Tínhamos deixado a Walmart e estávamos voltando para Chuck E. Cheese para pegar as crianças.

Sr. Jackson estava sentado no banco de trás quando o locutor interrompeu a transmissão do rádio e disse, ''Espere, temos uma notícia... esperem um minuto, gente... sim, nós simplesmente temos a notícia de que Michael Jackson, o Rei do Pop, faleceu.''

Eu me virei e disse, "Sr. Jackson, ouviu isso?"

"Não, o quê?"

"No rádio. Eles dizem que o senhor morreu."

Ele apenas riu consigo mesmo. Ele disse, "Sim, acontece o tempo todo.''

Em 05 de março de 2009, Michael Jackson subiu ao palco no O2 Arena, em Londres. Vestido de preto e de pé sobre um estrado com um fundo vermelho chamativo. Para o observador casual, Jackson parecia estar montando o retorno de todos os retornos.

Há três meses, no início de dezembro, AEG concordou em sair do Hotel Bel-Air para um novo lar em 100 North Carolwood Drive, no exclusivo bairro de Holmby Hills. A mansão de dezessete mil metros quadrados que custava US $ 100.000 por mês, [estava acertado que] o promotor assumiria as despesas de Jackson [por conta do] concerto no O2.

Pouco depois do Ano Novo, Tom Barack e Colony Capital tinham colocado um pequeno exército de empreiteiros para reabilitar Neverland, fazendo as reparações necessárias para devolver à propriedade a sua antiga glória.

No final de janeiro, Jackson e AEG concordaram com os termos para This Is It. A Jackson se deu um adiantamento de 6.200.000 que garantiram o compromisso de realizar dez shows em Londres naquele verão. O que Jackson não sabia naquele momento era que AEG já esperava que a demanda por bilhetes excederia em muito a capacidade de dez shows.

E Tohme Tohme, tendo visto as finanças de Jackson de perto, sabia que apenas dez performances nunca seriam o bastante para acabar com a dívida do cantor. Tohme e AEG já haviam explorado o número de atuações se a demanda dos consumidores exigisse.

Imediatamente após o anúncio de Jackson em 05 de março, os fãs foram informados de que eles poderiam fazer via on-line a reserva dos ingressos. Mais de um milhão de pessoas foram cadastradas apenas nas primeiras 24 horas. Tohme e AEG imediatamente começaram a falar sobre o aumento do número de shows, primeiro em vinte, depois em trinta e um e finalmente, para um total de cinqüenta shows.

Jackson aceitou relutante o aumento nessas condições: AEG teria que alugar uma fazenda nos arredores de Londres para a sua residência. E para garantir a sua saúde, AEG teria que contratar um personal trainer, um chef pessoal e um médico pessoal. Para esta última posição, Jackson insistiu que contratasse Dr. Conrad Murray, o médico particular em Las Vegas.''

Extraído do livro Remember The Time: Protecting Michael Jackson in His Finals Days escrito por Bill Whitfield e Javon Beard - ex-guarda-costas de Michael Jackson.

Fonte: http://mjhideout.com

24 comentários:

  1. " e para garantir a sua SAÚDE a AEG teria que contratar um personal trainer, um chefe pessoal e um médico pessoal....dr. Conrad Murray, o médio particular em Las Vegas". affffff :(

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  2. Oi angel, uma breve visita... boa tarde!

    AIAIAIAI... tá chegando lá... frio na barriga, e ainda depois de algumas coisas que andei vendo! :( E agora não vou poder explicar!

    :((

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  3. Boa tarde angel! :)

    "Jackson aceitou relutante o aumento nessas condições: AEG teria que alugar uma fazenda nos arredores de Londres para a sua residência."

    Aceitou verbalmente ou por escrito os 50 shows?

    Se ele assinou um contrato para dez shows, a partir do momento que houve o aumento do número de shows supostamente com a concordância de Michael, o contrato deveria ser atualizado com o acréscimo de mais 40 shows.

    Não é simplesmente pegar um telefone e fazer uma consulta de sim ou não, aceita ou não aceita, concorda ou discorda. Teria que valer o preto no branco com a assinatura de Michael.

    Essa parte da história nunca ficou claro pra mim. Qualquer contrato, quando há alguma alteração, precisa ser atualizado, pois é um novo compromisso.

    Se não é assim, então, basta escrever o que quiser em um contrato depois de assinado, que está tudo certo. Se eles quisessem que Michael fizesse 100 shows, então, era só acrescentar um o no 10 e obrigar a pessoa a fazer os shows.

    Tudo muito nebuloso nessa história.

    Triste mesmo. Imagina os seguranças vendo esse estado de coisas.

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    1. Boa tarde, amiga! :) Eles não esclarecem sobre isso, provavelmente não tinham essa informação, porque estavam sendo mantidos afastados de Michael por Michael Amir e demais pessoas.

      Eu concordo com vc, e além disso, Michael estava tão fragilizado emocionalmente, eles se aproveitaram tanto disso! Sabe-se lá o retrato que eles pintaram para ele, sobre como seria o seu futuro e os das crianças, se ele não juntasse dinheiro suficiente. :(

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    2. É verdade amiga.

      O anjo estava entre a cruz e a espada. Se fizesse os shows, agradaria os fãs.

      Se não fizesse, ficaria algo sem uma despedida.

      Muito complexo. E lembrando que quem agendou essas datas foi o tal Tohme. Michael não teria como fazer shows seguidos assim, da forma como foi agendado.

      Um absurdo, uma total falta de humanidade para com ele, sendo tratado como uma máquina, uma mercadoria a servir os clientes.

      Submundo da indústria fonográfica.

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    3. Eu já não consigo olhar para o filme This Is It com os mesmos olhos que antes, depois de ler este livro.

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    4. É verdade amiga.Não dá mesmo.

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  4. Linda a foto do anjo!

    ♥♥♥

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  5. Boa noite, Rosane

    Concordo que Michael estava fragilizado emocionalmente naquele momento, mas esperançoso; suponho que os organizadores dos shows se valeram disso para pintar de uma forma dramática o futuro de Michael com as crianças, o que provavelmente o levou a aceitar
    as 50 apresentações, a ganância daquela gente foi desmedida, foi muita pressão pra cima do nosso anjo. Imagino a situação conflitante para Javon e Bill. E está se aproximando a hora de saber
    como eles receberam aquela notícia horrível, fico nervosa só de pensar.

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    1. Boa noite, Mari, já tenho os devidos rascunhos adiantados e traduzidos para publicar mais adiante. Fiquei muito triste e traduzi entre lágrimas. Nenhuma revelação chocante, mas reler cada linha foi voltar ao mesmo sentimento do dia 25 de junho de 2009.

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  6. A cada capítulo aumenta a tensão e a dor no peito ao constatar como ele estava cansado, desanimado, não tinha mais forças e mesmo assim as pessoas continuavam sugando o que podiam. Viam Michael como uma máquina de ganhar dinheiro.
    Só não entendo porque Michael fez questão de contratar o Dr. Murray. Para mim, após ler várias matérias e depoimentos, esse médico foi totalmente irresponsável !!!

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    1. Pois é... Murray tinha atendido as crianças de Michael, quando essas adoeciam.. Michael confiava nele, pelo visto.

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    2. Eu não consigo entender o comportamento dele nas últimas horas de vida do nosso anjo. Para mim, se ele tivesse agido como um médico deve agir, Michael ainda estaria vivo!
      Sem contar o altíssimo salário que recebia para isso!!

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    3. Eu aposto na incompetência, mesmo.

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    4. Boa noite meninas. Leda, no meu comentário, eu havia escrito exatamente o que você disse sobre esse tal médico. Mas acabei apagando. Se ele estivesse monitorando o paciente e levando seu trabalho a sério, talvez a história fosse diferente. Nada justifica o total despreparo, falta de competência e atitude perante tudo. Desde o momento que Michael necessita dos procedimentos de ressucitacao até sua digníssima fuga da casa.

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    5. Boa noite, angel! :)

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  7. Concordo com os comentários! :( Dr. Conrad Murray foi totalmente negligente porque administrou propofol a Michael em casa, sem equipamentos de salvamento adequados disponíveis (absurdo), em seguida, saiu do quarto por tempo suficiente para que seu paciente não estivesse respirando quando voltou, demorou para chamar o resgate e ainda fugiu da casa, deixando seu carro!!!! A promotoria declarou que Murray não disse aos médicos da emergência que havia administrado propofol no cantor. O paramédico Richard Senneff disse ao tribunal que encontrou Michael Jackson frio, com os olhos abertos e secos e sem batimentos cardíacos - ou seja, sem sinais vitais. Numa primeira avaliação, segundo Senneff, parecia que Michael teria grandes chances de ser salvo se o serviço de emergência tivesse sido chamado antes. O paramédico Martin Blount disse que estranhou a observação do Dr. Murray de que Michael teria tido parada cardíaca um minuto antes da ambulância chegar. Para ele, isso não faz sentido porque, se fosse assim, seria possível reanimar Michael.

    http://celebridades.uol.com.br/noticias/redacao/2011/09/30/medica-que-atendeu-michael-jackson-no-hospital-diz-que-conrad-murray-nao-falou-de-propofol.htm

    Se não fosse a incompetência e a irresponsabilidade do Dr. Murray, a história poderia ter sido diferente, mesmo! 7:P :( :(

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    1. Não informou à medica sobre o propofol... negligência elevada à potência máxima! Sem contar no tempo que ele perdeu ''arrumando o quarto'' para esconder as evidências do que tinha feito. Ele foi julgado e considerado culpado, não dá para duvidar disso.

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    2. ''Paciente do Dr. Conrad Murray, Robert Russell disse que acordou no meio de uma cirurgia feita pelo médico. Ele contou que foi anestesiado para a a colocação de "stents", e acordou na mesa de cirurgia. Quando Murray se deu conta, diz, ele lhe perguntou, em tom de brincadeira, se ele queria ver seu coração; o paciente não quis ver e o procedimento foi concluído.

      Russel teve que fazer o procedimento novamente e passou por um longo tratamento; no final dele, quando deveria ser examinado, o médico não o atendeu. Ele diz que se sentiu "abandonado".

      Que absurdo!

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:) :( ;) :D :-/ :P :-O X( :7 B-) :-S :(( :)) :| :-B ~X( L-) (:| =D7 @-) :-w 7:P \m/ :-q :-bd

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