Entrevista para Sylvie Simmons [1983]


Citações de Michael Jackson extraídas de uma entrevista concedida a Sylvie Simmons em 1983, enquanto ele se preparava para gravar o curta-metragem Beat It.

"James Brown, Ray Charles, Jackie Wilson, Chuck Berry e Little Richard. Eu acho que eles tiveram fortes influências sobre um monte de gente, porque estes eram os caras que realmente fizeram o rock'n'roll. Eu gosto de começar com a origem das coisas, porque ao longo do tempo, elas vão mudando. É muito interessante ver como realmente era no começo."

"Eu gostaria de fazer isso com a arte também. Eu amo a arte, e sempre que vamos para Paris eu corro para o [Museu] Louvre. Eu nunca me canso. Eu vou a todos os museus de todo o mundo porque eu amo a arte, a amo demais, e eu acabo comprando tudo e você se vicia nisso. Você vê uma peça que você gosta e você diz, ''Oh Deus, eu tenho que ter isso!''

"Eu amo a música clássica, gosto de tantas composições diferentes Quando eu era pequeno e estava no jardim de infância, ouvia Peter and the Wolf e outras coisas - e eu ainda ouço [essas obras], é ótimo, e Boston Pops e Debussy, Mozart... eu compro todas as coisas porque eu sou um grande fã do clássico. Temos sido influenciados por todos os tipos de diferentes músicas - clássica, R&B, arte popular, funk - e eu acho que todos os ingredientes se combinam para criar o que temos agora.

"Eu não seria feliz fazendo apenas um tipo de música ou rotular a nós mesmos. Eu gosto de fazer algo para todos. Eu não gosto que a nossa música seja rotulada. Rótulos são como... o racismo."

"Minha carreira é principalmente o que eu penso sobre isso. É difícil conciliar as responsabilidades em torno dela. A minha música aqui, a minha carreira solo, meus filmes lá, TV e tudo o mais. É para isso que eu estou aqui. É como Michelangelo ou Leonardo da Vinci, Ainda assim, hoje, podemos ver o seu trabalho e ser inspirado por ele."

''Eu apenas gostaria de me manter [nisso] e inspirar as pessoas e tentar coisas novas que não foram feitas."

"Eu acredito em Deus. Todos nós [da familia]. Nós gostamos de ser corretos, não ficarmos doidos ou qualquer coisa. Não ao ponto de perder a nossa perspectiva de vida, do que você é de quem você é. Um monte de artistas ganham dinheiro e eles passam o resto de sua vida comemorando algo que alcançaram, e com essas festas vêm as drogas e o álcool. e então eles tentam se endireitar e dizem, 'Quem sou eu? Onde estou? O que aconteceu? 'E eles se perderam, e eles estão quebrados. Você tem que ter cuidado e ter algum tipo de disciplina."

"Eu não sou um anjo, eu sei. Eu não sou como um mórmon ou um Osmond ou algo onde tudo [tem que ser] em linha reta. Isso pode ser bobo, às vezes. Eles vão longe demais."

"Eu não diria que eu sou sexy! Mas eu acho que isso é bom, se é o que eles dizem. Eu gosto disso nos shows. É puro. O que não é legal é você topar com um monte de garotas - e isso acontece o tempo todo - você está no carro e tem todas aquelas garotas que estão na esquina e elas começam a explodir em gritos e pulam para cima e para baixo e eu só afundo no meu lugar. Isso acontece o tempo todo, todos sabiam onde morávamos antes, porque estava no ''Mapa das casas das Estrelas'' e eles vinham com câmeras. Elas acampam e pulam a cerca, dormem no quintal e invadem a casa.''

[Nota do blog: Michael concedeu essa entrevista em um condominio no Vale de San Fernando, onde a familia estava hospedada enquanto a sua casa estava sendo reformada.]

''Encontramos as pessoas em todos os lugares, mesmo tendo seguranças 24 horas eles encontram uma maneira de entrar. Um dia, meu irmão acordou e encontrou uma garota sobre ele em seu quarto. Pessoas entram na casa e dizem que querem dormir com a gente, ficar com a gente e geralmente, acaba que um dos vizinhos os acolha. Nós não os deixamos ficar. Nós não os conhecemos."

''Conhecemos muitas e muitas pessoas, porque temos uma família tão grande. Mas [tenho] talvez dois, três bons amigos."

"Nós fomos para a escola, mas eu acho que nós éramos mesmo diferentes, porque todo mundo na vizinhança sabia sobre nós. Ganhávamos cada show de talentos e nossa casa estava carregada com troféus. Sempre tínhamos dinheiro e podíamos comprar coisas que as outras crianças não poderiam, como doces extras e muita goma de mascar - nossos bolsos estavam sempre carregados e nós dividíamos os doces. Isso nos deixou populares mas, principalmente, tivemos ensino particular e eu só fui para uma escola pública uma vez na minha vida.''

"Eu tentei ir para outra aqui, mas não deu certo, porque um grupo de fãs invadiu a sala de aula, ou na saída da escola tinha um grupo de crianças esperando para tirar fotos e coisas assim - ficamos naquela escola por uma semana. O resto foi em escola particular com outras crianças do meio artístico ou filhos de artistas, onde você não seria importunado.''

[Sobre estar sempre rodeado pelos irmãos]

"Honestamente, isso não acontece [de me incomodar] e eu não estou dizendo isso para ser educado. Nós somos tão bobos quando estamos na estrada. Nós jogamos jogos, jogamos coisas um contra o outro... parece que quando você está sob pressão, você encontra algum tipo de escapismo para compensar isso. Porque a estrada [turnês] tem muitas tensões: trabalho, entrevistas, fãs agarrando você, todo mundo quer um pedaço de você, você está sempre ocupado, os telefones tocando a noite toda com os fãs chamando você, então você coloca o telefone debaixo do colchão, os fãs batem na porta gritando, você não pode nem sair do quarto sem eles te seguirem. É como se estivesse em um aquário e eles estão sempre observando você.''

[Sobre relaxar]

"Eu vou a museus, para conhecer e estudar... eu não faço esportes porque é perigoso. Há um monte de dinheiro que está sendo contado, e nós não queremos arriscar nada. Meu irmão machucou a perna em um jogo de basquete e nós tivemos que cancelar o concerto, e só por causa dele ter uma hora de diversão, milhares de pessoas perderam o concerto, e nós fomos processados de todos os lados por causa de um jogo - eu não acho que vale a pena, eu tento ter um real cuidado."

[Sobre a mídia]

''A revistas podem ser tão estúpidas, às vezes, que eu gostaria de apertar [seus pescoços]! Uma vez eu fiz uma citação sobre eu me preocupar com a fome e por eu amar as crianças e querer fazer algo sobre o futuro. Eu disse, ''Um dia, eu adoraria ir para a Índia e ver as crianças famintas e realmente ver [de perto] o que se sente''. E eles escreveram que ''Michael Jackson adoraria ver as crianças morrendo de fome, para que vocês possam ver que tipo de pessoa que ele é!"


[Sobre sua imagem sexy no palco]

"Essa coisa sobre sexy é espontânea. Realmente se cria por si mesmo. Uma vez que a música toca, ela me cria. Os instrumentos se movem através de mim, eles me controlam. Às vezes, eu fico incontrolável e isso apenas acontece - Bum, bum, bum! - Uma vez que começa dentro de você."

[Sobre o perfeccionismo]

"Eu nunca estou satisfeito com o que eu faço eu sempre acho que posso fazer isso muito melhor."

[Sobre o boato do diretor Francis Ford Coppola querer fazer o filme de Peter Pan com ele]

"Eu não me importo. Eu sinto que sou como Peter Pan, bem como Matusalém, e ainda como uma criança. Eu adoro tanto as crianças! Agradeço a Deus por elas. Me salvaram todas as vezes!''

[Sobre fazer um filme de sua própria vida]

"Não. Eu odiaria interpretar minha própria história de vida [fazendo uma careta]. Eu não vivi ainda! Eu vou deixar alguém fazer isso."

Fonte: http://www.theguardian.com

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