25 de junho - Dia Mundial do Vitiligo


Lee Thomas declarou 25 de junho (em homenagem a Michael Jackson) como o Dia Mundial do Vitiligo 
e está pedindo à Organização das Nações Unidas para torná-lo oficial. Para os leitores do blog assinarem a petição, cliquem aqui  
São necessárias 500.000 assinaturas.

Lee Thomas, de 40 anos, é um apresentador de TV de uma afiliada local da Fox Broadcasting Company, nos Estados Unidos. O jornalista vem causando uma grande polêmica entre a comunidade negra americana.

Thomas possui vitiligo, uma doença em que as células de pigmentação da pele são destruídas. Manchas brancas aparecem em diferentes partes do corpo, tecidos da boca, nariz e na retina.

"Eu sou um homem negro virando branco na televisão e as pessoas podem ver isso. Se você me assistiu ao longo dos anos, vai perceber que minhas mãos mudaram completamente do negro para o branco. Não existe uma causa. Não existe uma cura, é tudo muito aleatório. Eu posso ficar totalmente branco ou apenas parcialmente."

Lee agora precisa usar uma maquiagem preta para apresentar o programa jornalístico e há uma grande polêmica em torno de algumas de suas declarações. O jornalista já disse que se a doença continuar, vai ter que maquiar de branco, e por isso, foi alvo de reclamações de militantes do movimento negro. O mais curioso é que Thomas manteve segredo da doença de amigos e parentes por mais de 15 anos.

Atualmente, o âncora Lee Thomas conversa abertamente sobre o vitiligo e como a doença afetou sua vida e carreira. Ele até mesmo escreveu um livro sobre essa experiência chamado Turning White: a Memoir of Change (Ficando Branco: Uma Memória de Mudança, em tradução literal)

Entretanto, até novembro de 2005, Thomas escondia a doença, mas percebeu que ela estava ficando cada vez mais intensa. E o segredo foi descoberto durante uma reportagem, ao vivo, quando ele não conseguiu mais escondê-lo de uma criança da pré-escola. As mãos de duas tonalidades deixaram a garota assustada e ela começou a chorar.

"Eu pensei que minha carreira estivesse acabada..." disse Thomas, que já foi ganhador do Emmy e que geralmente entrevista celebridades como Will Smith, Tom Cruise e Halle Berry. 

Ele se preparou para conversar com sua diretora do jornal e sair da televisão. Hoje, ele já superou o trauma inicial e usa uma combinação de cremes e maquiagens para cobrir o crescimento das manchas em sua pele, rosto, mãos e braços. Espectadores, colegas de trabalho e até mesmo seus parceiros no jogo de basquete nunca tinham percebido a desordem.

Poucas pessoas, exceto os médicos e aquelas que já tiveram a doença, já tinham ouvido o termo ''vitiligo'' até que Michael Jackson revelou, no início da década de 1990, que a doença estava por trás da sua mudança de pele negra para branca.

Aproximadamente 65 milhões de pessoas no mundo têm este tipo de desordem, sendo que 2 milhões vivem nos Estados Unidos. Não é algo fatal, mas os especialistas dizem que o vitiligo rouba a autoconfiança das pessoas, faz com que elas sejam desagradavelmente encaradas e ainda leva algumas a uma reclusão forçada.

Fonte: http://www.revistaafro.com.br

4 comentários:

  1. Já assinei, com muito orgulho.
    Tantos anos que esta doença é conhecida e só o que fazem é apontar o dedo para Michael.
    Tomara que tenha resultados práticos essa petição.

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  2. 500 mil assinaturas não é muito para o mundo inteiro, amiga.. Michael bem que merece esse reconhecimento. Ele é o simbolo da discriminação dessa doença.

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  3. Se pudesse, assinaria as 500 mil vezes.
    Dói imaginar Michael se olhando no espelho e vendo esta imagem de si. E a doença nele foi muito mais violenta.

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    1. Ainda há muita desinformação sobre o assunto. E preconceito.

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